Pesquisar este blog

sábado, 7 de março de 2026

POLÍCIA FEDERAL ANALISA MENSAGENS DO CELULAR DE VORCARO

BANCO MASTER: POLÍCIA FEDERAL ENCONTRA MENÇÕES A TOFFOLI EM CELULAR DE  VORCAROA análise das mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal levantou novas suspeitas envolvendo ministros do STF. O material revelou diálogos comprometedores entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, divulgados pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo, e confirmados pelo Estadão. Ambos negam irregularidades. O conteúdo divulgado é apenas parcial, pois as mensagens foram enviadas no modo de visualização única. A PF conseguiu recuperar o que Vorcaro escreveu, mas as respostas de Moraes não aparecem. Sabe-se apenas que o ministro reagiu com um “joinha” a uma mensagem do banqueiro mencionando “batidas do Esteves”, possível referência a André Esteves, do BTG Pactual. A troca de mensagens chama atenção porque Vorcaro já era investigado por irregularidades no Banco Master. Mesmo assim, manteve contato frequente com Moraes, inclusive no dia em que foi preso pela PF. Nesse período, o banco pagava cerca de R$ 3 milhões por mês ao escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e aos filhos do casal por serviços jurídicos. O contrato, firmado em janeiro de 2024, previa R$ 129 milhões ao longo de três anos — valor considerado muito acima do padrão para um pequeno escritório. 

A dificuldade de comprovar os serviços prestados aumentou as suspeitas de que o pagamento poderia buscar influência institucional. Em outubro de 2024, reportagem da revista piauí revelou que o Banco Master operava com estratégias financeiras arriscadas e indícios de fraude. As investigações avançaram e culminaram na liquidação da instituição. O caso também envolveu o ministro Dias Toffoli, que tomou decisões controversas no inquérito e depois se afastou da relatoria alegando “interesse institucional”. Ainda assim, existe a possibilidade de ele participar do julgamento do caso na Segunda Turma do STF. Novas mensagens indicam que, horas antes de ser preso, Vorcaro perguntou a Moraes se ele havia conseguido “bloquear” algo — possivelmente uma referência ao mandado de prisão ou a medidas contra o banco. Sem as respostas do ministro, o contexto permanece incerto. Até agora, Moraes negou a existência das mensagens e a defesa de Vorcaro afirma que o material pode ter sido editado ou tirado de contexto. O episódio reacendeu cobranças por mais transparência do STF e pode levar a novas investigações pela Procuradoria-Geral da República ou até a questionamentos no Senado, responsável por julgar ministros da Corte em casos de crime de responsabilidade. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário