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sexta-feira, 13 de março de 2026

INFLAÇÃO NA ARGENTINA

Inflação na Argentina chega a recorde em setembro e asfixia consumidor |  Agência BrasilGrande cavalo de batalha do governo de Javier Milei, a inflação na Argentina fechou fevereiro em 2,9%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec). Em 12 meses até fevereiro, o índice chegou a 33,1%, acima do registrado no mês anterior. Em janeiro, o IPC também havia marcado 2,9% no mês e 32,4% no acumulado anual. Analistas já não esperavam grandes variações para fevereiro. O governo afirma que a inflação deve começar a cair de forma mais significativa após o primeiro trimestre. Em encontro com empresários em Nova York nesta semana, Milei voltou a prever inflação abaixo de 1% entre junho e agosto de 2026. A projeção se baseia na queda da inflação no atacado e no programa econômico do governo. Consultorias privadas, porém, divergem e estimam inflação de 1,7% em junho e 1,5% em agosto. A promessa de inflação próxima de zero já havia sido feita por Milei para dezembro de 2025 ou início de 2026. Entre os fatores que influenciaram o índice de fevereiro estão os preços da cesta básica, tarifas reguladas e combustíveis. 

Consumidores afirmam que a inflação segue elevada, acima de 2% há cinco meses consecutivos. Em supermercados de Buenos Aires, promoções como “dois por um” se tornaram frequentes para enfrentar a queda do consumo. A consultoria Analytica previa inflação de 2,8% em fevereiro, enquanto a Eco Go estimava entre 2,9% e 3%. Os próximos meses são vistos como desafiadores para a equipe econômica. Argentinos também temem impactos da alta do petróleo ligada à guerra envolvendo o IrãRelatório da consultoria LCG aponta que a recente queda de alguns alimentos foi apenas temporária. Após recuo momentâneo em carnes e bebidas, os preços voltaram a subir. Na Cidade Autônoma de Buenos Aires, a inflação de fevereiro foi de 2,6%, servindo como indicador do índice nacional. Alimentos e combustíveis lideraram as altas de preços. O governo também enfrenta um impasse no Indec. A gestão Milei suspendeu o lançamento de um novo índice de inflação que substituiria o atual IPC. Após a decisão, o presidente do instituto renunciou. Ainda não há previsão para divulgação do novo indicador. 

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