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sábado, 14 de março de 2026

VORCARO VAI DELATAR

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou uma sondagem  inicial com investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da  Polícia Federal (PF) sobre a possibilidade de um acordo de delaçãoO ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem novo advogado e pretende iniciar negociações para uma delação premiada. O criminalista Pierpaolo Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas, deixou a defesa e substabeleceu procuração ao advogado José Luis Oliveira Lima. Bottini alegou motivos pessoais para a decisão e já afirmava a interlocutores que não participaria de negociações de delação no caso. Considerado um dos advogados mais respeitados do país, Oliveira Lima já conduziu delações premiadas sensíveis, como a do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, durante a Operação Lava Jato. Ele também defendeu o ex-ministro José Dirceu no escândalo do mensalão, em 2012, e representou o general Braga Netto no processo sobre tentativa de golpe de Estado. Antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro, Oliveira Lima também atuava para a instituição. Vorcaro já cogitava firmar acordo de delação antes mesmo de ser preso, há duas semanas, por decisão do ministro do STF André Mendonça. Ele aguardava o julgamento da Segunda Turma do Supremo que poderia rever a decisão. Na sexta-feira (13), porém, os ministros mantiveram sua prisão preventiva.

Para que a delação seja aceita, o ex-banqueiro precisará apresentar provas que confirmem suas declarações. As negociações costumam ser complexas, especialmente em casos envolvendo instituições financeiras. Ao determinar a prisão, Mendonça afirmou que Vorcaro descumpriu medidas cautelares impostas anteriormente. O empresário já havia sido preso em novembro, quando o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. Depois, foi solto, mas deveria usar tornozeleira eletrônica e permanecer em São Paulo. Segundo a investigação, ele teria articulado a contratação de influenciadores para criticar o Banco Central. A Polícia Federal também encontrou mensagens que indicariam a existência de uma milícia privada para intimidar desafetos. Em conversa com um aliado apelidado de Sicário, Vorcaro teria sugerido intimidar uma funcionária. Mensagens também citam a ideia de agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em um falso assalto.

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