O Ministério Público do Pará investiga um suposto esquema criminoso envolvendo dois delegados da Polícia Civil, um promotor de Justiça e um juiz. O grupo teria burlado a distribuição de processos em Belém e cobrado propina de investigados. Também são investigados uma promotora, assessores e advogados que teriam intermediado pagamentos ilegais. As cobranças ocorreram em casos de dívidas cíveis, jogos de aposta e acidentes de trânsito. Um relatório de 552 páginas foi enviado ao Tribunal de Justiça do Pará. O processo tramita na segunda instância devido ao foro dos envolvidos. A Procuradoria-Geral pediu afastamentos, quebras de sigilo e buscas para aprofundar as investigações.Em dezembro, a Justiça autorizou as medidas e afastou dois delegados e um promotor. Foram suspensos Arthur Afonso Nobre de Araújo, Carlos Daniel Fernandes de Castro e o promotor Luiz Márcio Cypriano. O juiz Jackson Sodré Ferraz é citado, assim como sua esposa e filho, por suspeita de recebimento de vantagens. A promotora Juliana Dias Nobre também é investigada. O MP afirma que o esquema existe desde 2021 e pode ter movimentado cerca de R$ 4 milhões. Há indícios de lavagem de dinheiro e uso de contas de terceiros.
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