Horas após Donald Trump dizer que poderia enviar a Marinha para escoltar petroleiros no estreito de Hormuz, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou controlar a rota por onde passa 20% do petróleo e gás do mundo. Segundo a agência Fars, Mohamad Akbarzadeh declarou que o estreito está sob total controle iraniano. Em resposta, o chefe do Comando Central dos EUA, Brad Cooper, afirmou no X que não há navios iranianos no golfo Pérsico, em Hormuz ou no golfo de Omã. Com apenas 33 km no ponto mais estreito, a via foi fortemente militarizada por Teerã, com 16 bases, navios, minas e drones. Ainda assim, pode haver blefe. Imagens indicam que embarcações iranianas foram atingidas por EUA e Israel, incluindo o Shahid Bagheri, adaptado para lançar drones. Relatos apontam que até 17 navios podem ter sido afundados, mas isso não elimina a capacidade de bloqueio iraniana. O país mantém mísseis antinavio de até 300 km e lançadores móveis, além de minas e drones. Diante do risco, países e empresas evitam a rota. O Qatar suspendeu sua indústria de gás natural liquefeito, e o Iraque deve fazer o mesmo com o petróleo.
No site Marine Traffic, não há tráfego comercial na faixa central de 3 km do estreito. Centenas de navios aguardam ancorados nos golfos Pérsico e de Omã. A estratégia iraniana é forçar os EUA a expor navios de guerra. No mar Vermelho, contra rebeldes houthis no Iêmen, Washington gastou cerca de US$ 1 bilhão em munições no primeiro ano, sem eliminar totalmente as ameaças. Nenhum navio americano foi afundado, mas houve perdas, inclusive um caça F/A-18 abatido por fogo amigo. Teerã aposta que o impasse elevará o preço do petróleo e pressionará politicamente Trump. O barril chegou a US$ 84, maior nível desde julho de 2024, ainda abaixo dos US$ 130 de crises anteriores. Antes da guerra, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, o Irã tinha 70 embarcações costeiras, 18 submarinos diesel-elétricos e, pela Guarda Revolucionária, 133 navios de pequeno porte.
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