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sexta-feira, 13 de março de 2026

JUIZ É CONDENADO A 24 ANOS DE PRISÃO

Leopoldo Teixeira é condenado a 24 anos de prisão pela morte de Alexandre  Martins | Tribuna Online | Seu portal de NotíciasO juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira foi condenado ontem, 12, pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto a tiros em 2003 em Vila Velha, na Grande Vitória. O julgamento ocorreu no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), 23 anos após o crime. Leopoldo recebeu pena de 24 anos de prisão em regime fechado, além da perda do cargo e cassação da aposentadoria. Ao final da sessão, a Justiça determinou a prisão preventiva do réu. Ele era o último acusado a ser julgado no caso. O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) o apontou como um dos mandantes do homicídio, cometido por motivo torpe e mediante promessa de recompensa. Ao todo, 10 pessoas foram julgadas pela participação no crime. Nove foram condenadas, entre executores e intermediários, com penas que variam de 8 a 25 anos de prisão. A acusação sustentou que o assassinato ocorreu por causa da atuação do juiz Alexandre Martins contra esquemas ligados ao crime organizado. Quando atuava como juiz adjunto da 5ª Vara Criminal de Vitória, ele investigava um sistema que facilitava benefícios ilegais a presos. O julgamento começou às 9h20 e terminou por volta das 17h. A sessão foi presidida pelo desembargador Fernando Zardini Antonio, com voto do relator Fábio Brasil Nery pela condenação, seguido pelos demais desembargadores.

Leopoldo foi condenado com base no artigo 121, §2º, incisos I e V, do Código Penal, que trata de homicídio qualificado cometido mediante paga ou promessa de recompensa ou para assegurar a impunidade de outro crime. O pai da vítima, Alexandre Martins, esteve presente no julgamento e afirmou que a família esperava justiça após mais de duas décadas. “São 23 anos de espera. Tenho certeza de que hoje teremos uma decisão exemplar”, declarou. Após o resultado, ele disse que a condenação representa uma resposta importante do Estado. “A Justiça pode tardar, mas ela vem”, afirmou. A defesa de Leopoldo, representada pelo advogado Fabrício Campos, alegou que não havia provas da participação do réu no crime e classificou a acusação como genérica. O juiz Alexandre Martins foi assassinado em março de 2003, aos 32 anos, quando saía de uma academia no bairro Itapoã, em Vila Velha. Na época, ele integrava uma missão especial de combate ao crime organizado no Espírito Santo. Inicialmente, os executores alegaram que o crime teria sido um latrocínio, mas a investigação concluiu que se tratava de crime de mando, relacionado às ameaças sofridas pelo magistrado devido à sua atuação contra organizações criminosas. 

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