Os Estados Unidos ofereceram ontem, 13, uma recompensa de US$ 10 milhões (R$ 52,5 milhões) por informações que levem à captura do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e de outros altos funcionários do governo iraniano. Além dele, Washington busca informações sobre o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, o ministro da Inteligência, Esmail Khatib, o ministro do Interior, Eskandar Momeni, e dois integrantes do gabinete de Khamenei. Larijani apareceu na sexta-feira em vídeos verificados pela Reuters ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chanceler Abbas Araqchi durante um comício em Teerã. No mesmo dia, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a liderança iraniana estaria “acovardada” em esconderijos subterrâneos. Segundo o Departamento de Estado, os citados controlam setores da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, acusada por Washington de planejar e executar atos terroristas pelo mundo. O comunicado inclui os dez procurados e incentiva informantes a enviarem dados por aplicativos como Tor ou Signal. O governo americano afirma que as informações podem garantir recompensa financeira e até realocação dos denunciantes. A iniciativa faz parte do programa “Recompensas por Justiça”, que paga por dados que levem à prisão ou julgamento de suspeitos.
O pai de Mojtaba e antigo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra iniciada por EUA e Israel contra o Irã. O religioso, de 86 anos, governava o país desde 1989. Há incerteza sobre a saúde de Mojtaba, que não apareceu em público desde que assumiu o poder. Sua primeira mensagem aos iranianos, prometendo vingança e o fechamento do estreito de Hormuz, foi lida por uma apresentadora na TV estatal. Hegseth afirmou ainda que Mojtaba estaria ferido e possivelmente desfigurado, sem apresentar provas. A Guarda Revolucionária não comentou o caso, e a missão iraniana na ONU também não respondeu. Os EUA classificam a Guarda como organização terrorista e acusam o Irã de planejar ataques contra autoridades americanas. Teerã nega patrocinar terrorismo e afirma que as acusações são parte de pressões políticas e sanções de Washington.
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