No dia 18 de fevereiro, enquanto avaliava lançar ataques contra o Irã, o presidente Donald Trump ouviu de seu secretário de Energia, Chris Wright, que não havia grande risco de interrupção no fornecimento de petróleo. Segundo Wright, ataques anteriores tinham causado apenas impacto breve nos preços. Outros assessores também minimizaram alertas de que o Irã poderia reagir economicamente fechando rotas marítimas que transportam cerca de 20% do petróleo mundial. O erro de cálculo ficou evidente quando o Irã ameaçou atacar petroleiros no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para navios que saem do Golfo Pérsico. O transporte marítimo comercial praticamente parou, os preços do petróleo dispararam e o governo americano passou a buscar formas de conter uma crise econômica. O Irã respondeu de maneira mais agressiva do que no conflito anterior, lançando mísseis e drones contra bases americanas, cidades de países árabes e centros urbanos israelenses.
Autoridades dos EUA tiveram que ajustar planos rapidamente, incluindo evacuações de embaixadas e medidas para conter a alta da gasolina. Após reunião com parlamentares, o senador Christopher Murphy afirmou que o governo não tinha um plano claro para reabrir o estreito de Hormuz. Dentro do governo, cresce o pessimismo sobre a falta de estratégia para encerrar a guerra, embora o presidente continue afirmando que a operação militar é um sucesso. Trump estabeleceu metas amplas, como pressionar o Irã a aceitar um líder alinhado aos EUA, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth defenderam objetivos mais limitados. Entre eles estão destruir mísseis iranianos, suas fábricas e a marinha do país, o que poderia abrir caminho para encerrar o conflito mais rapidamente.
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