Pesquisar este blog

segunda-feira, 9 de março de 2026

"NÃO VAMOS MAIS ENTRAR EM GUERRAS, VAMOS ACABAR COM ELAS", PROMETIA TRUMP

Guerra no Irã pode custar eleições a Donald Trump - 08/03/2026 - Mundo -  Folha"Não vamos mais entrar em guerras, vamos acabar com elas", prometia Donald Trump durante a campanha presidencial de 2024 nos Estados Unidos. De volta à Casa Branca, porém, o discurso mudou. Nas redes sociais, o republicano anunciou o início da guerra contra o Irã, afirmando que “bombas serão lançadas em todos os lugares”. Analistas avaliam que, ao declarar guerra no Oriente Médio, Trump prioriza a política externa, deixa em segundo plano problemas internos e aumenta os riscos políticos para as eleições legislativas de meio de mandato. Tradicionalmente, presidentes perdem cadeiras nessas eleições. No caso de Trump, aliados temem que uma derrota faça o governo enfrentar um Congresso mais combativo e até ameaças de impeachment. O presidente da Câmara, Mike Johnson, admitiu preocupação com o cenário eleitoral. Segundo ele, perder o controle do Legislativo poderia significar “o fim da Presidência de Trump na prática”. Durante a campanha, Trump criticava conflitos externos, alinhado ao movimento Maga, que defende priorizar os interesses americanos. Agora, pesquisas mostram que parte desse grupo desaprova a guerra. Entre os críticos está Tucker Carlson, ex-âncora da Fox News. Aliado do presidente, ele classificou o conflito como “injusto” e “errado” e lamentou as mortes de militares americanos. Levantamento da CNN, feito pela SSRS entre 28 de fevereiro e 1º de março, indica que 59% dos americanos são contrários ao início da guerra.

Antes mesmo do conflito, Trump já enfrentava queda de popularidade. Segundo a The Economist, sua aprovação está em 58%, com leve recuo na última semana. Para o cientista político Carlos Poggio, o impacto político dependerá da duração da guerra: quanto mais longa, piores tendem a ser as consequências para o presidente. O professor Jonathan Hanson, da Universidade de Michigan, afirma que Trump tomou uma decisão arriscada, já que a maioria da população não apoia os ataques.  Jordan Tama, da American University, avalia que o sucesso da operação contra Nicolás Maduro na Venezuela pode ter gerado excesso de confiança no governo. Outro problema apontado por analistas é a falta de clareza sobre os objetivos da guerra, que variam entre destruir o programa nuclear iraniano, eliminar mísseis ou combater milícias ligadas a Teerã. Também não há definição sobre a duração do conflito. Trump chegou a falar em quatro ou cinco semanas, mas depois afirmou que os combates só terminarão com a “rendição incondicional” do Irã. Segundo especialistas, além da impopularidade da guerra, o presidente dá sinais de tentar interferir nas eleições ao pressionar pela aprovação do Save America Act, que exigiria documentos como passaporte ou certidão de nascimento para registro eleitoral. Críticos alertam que a medida poderia dificultar o voto de milhões de americanos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário