O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendeu ontem, 10, que magistrados mantenham “saudável distanciamento das partes e dos interesses em jogo” e, nos bastidores, atua para administrar a crise envolvendo o Banco Master. O ministro tem conversado com colegas da Corte, oferecido apoio ao gabinete de André Mendonça, relator do caso, e retomado a discussão interna sobre um código de ética para o Judiciário. Fachin também dialogou com a ministra Cármen Lúcia, responsável pela relatoria do projeto de código de conduta, que ele vê como resposta institucional às críticas recentes. Durante reunião com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância, o presidente do STF reconheceu que o Judiciário vive um “momento de tensão”, sem citar diretamente o inquérito relacionado ao Banco Master. Em seu discurso, afirmou que a imparcialidade é condição para garantir justiça social e que decisões judiciais precisam resistir ao escrutínio público. Segundo ele, a Justiça não pode ficar “aprisionada em interesses paroquiais, conveniências econômicas ou cálculos políticos”. A crise ganhou força após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia da primeira prisão do empresário — fato negado pelo magistrado.
No início do ano judiciário, Fachin anunciou Cármen Lúcia como relatora do código de conduta para magistrados, tema que enfrenta resistência de parte da categoria. Mesmo assim, o presidente do STF voltou a tratar do assunto diante do agravamento da crise institucional. Em outra frente, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de penduricalhos salariais nos três Poderes e reforçou o limite do teto constitucional. Fachin afirmou que juízes não podem ser mal remunerados, mas que benefícios só se justificam enquanto houver confiança pública. Ele também tem buscado manter diálogo com ministros como Gilmar Mendes e Moraes para acompanhar casos sensíveis em andamento no tribunal. Nos bastidores, o presidente do STF reforçou a equipe do gabinete de Mendonça com juízes auxiliares e servidores para lidar com o volume de investigações, incluindo o caso do Banco Master e a apuração sobre fraudes no INSS.
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