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terça-feira, 3 de março de 2026

TRUMP CRITICA ACORDO NUCLEAR E QUER GUERRA

Jornal - DECISÃO PROVOCOU REAÇÕES IMEDIATAS E CRÍTICAS O presidente dos  Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada dos testes nucleares,  suspensos há mais de três décadas. Segundo ele, o Departamento deO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o acordo nuclear firmado em 2015 entre o governo de Barack Obama e o Irã. O pacto previa limitar o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções internacionais. A declaração ocorre dois dias após os primeiros ataques dos EUA e de Israel ao país. Desde 28 de fevereiro, bombardeios atingiram alvos ligados ao regime iraniano, incluindo integrantes da cúpula militar. Entre os alvos estaria o líder supremo, Ali KhameneiNa segunda-feira (2), Trump disse estar “muito feliz” por ter derrubado o “horrível acordo nuclear”. A saída dos EUA ocorreu em 2018, durante seu primeiro mandato. O acordo buscava reduzir a capacidade nuclear do Irã e impedir a produção de bomba atômica. Em troca, sanções econômicas seriam suspensas. Críticos, como Israel, afirmam que recursos liberados financiaram grupos armados no Oriente Médio. Após a retirada americana, o Irã retomou o enriquecimento de urânio sem fiscalização. O acordo foi selado em 2015, na Áustria, com EUA, Irã, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha. As negociações duraram cerca de 20 dias.

Obama afirmou, à época, que todos os caminhos para uma arma nuclear estavam bloqueados. O texto previa redução de estoques de urânio e inspeções internacionais. O uso nuclear deveria ser apenas para fins pacíficos. Em contrapartida, EUA, União Europeia e ONU suspenderiam sanções. O país teria ativos liberados e restrições gradualmente removidas. O então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o pacto favorecia a paz. Em 2018, Trump classificou o acordo como desastroso. Segundo ele, não havia garantias sobre mísseis balísticos iranianos. Israel chamou o pacto de “rendição histórica”. O governo israelense sustenta que o Irã financia grupos como o Hamas. O Hamas foi responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Irã não pode ter armas nucleares. O programa nuclear iraniano começou em 1957, com apoio dos EUA. Após a Revolução Islâmica de 1979, tornou-se foco de tensão com o Ocidente. Sem o acordo, o impasse evoluiu para novos confrontos militares. 

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