O anúncio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de que visitará Jair Bolsonaro na próxima semana encerrou uma sequência de episódios que acirraram disputas entre bolsonaristas. Tarcísio voltou a afirmar que não pretende disputar a Presidência e negou substituir Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente. Ele havia sido criticado por cancelar uma visita marcada para quinta (22), alegando compromissos em São Paulo. Na agenda oficial, porém, constavam apenas “despachos internos”, além de uma troca no secretariado. Aliados interpretaram o cancelamento como uma tentativa de impor limites aos filhos de Bolsonaro. Auxiliares do governador relatam desgaste com Flávio e atribuem a seu entorno boatos sobre uma suposta candidatura presidencial de Tarcísio. Enquanto bolsonaristas atacavam o governador, outros buscaram apaziguar o conflito. Adolfo Sachsida elogiou Tarcísio, chamando-o de aliado leal ao projeto de Bolsonaro. Segundo a Folha, Tarcísio se irritou com a declaração de Flávio de que a visita serviria para “descartar” sua candidatura. O encontro foi remarcado para quinta (29), e o governador reafirmou lealdade ao ex-presidente.
No centro de críticas por sua atuação no caso das fraudes do Banco Master, o ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, recebeu apoio institucional nesta quinta-feira. O presidente da Corte, Edson Fachin, fez uma defesa enfática do magistrado, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou um pedido da oposição para afastá-lo da relatoria. Em nota, Fachin afirmou que o STF atua com base na Constituição, no devido processo legal e na ampla defesa, ressaltando que a supervisão judicial exercida por Toffoli segue esses princípios. Segundo ele, a Corte não cederá a pressões ou intimidações e reagirá a tentativas de desmoralização institucional. Fachin destacou que investigações envolvendo o sistema financeiro exigem respostas firmes e constitucionais, ressaltando o papel técnico e autônomo do Banco Central, da Polícia Federal e do Ministério Público. Ele afirmou ainda que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos ritos legais.
O presidente do STF enfatizou que a Corte age por mandato constitucional e que críticas são legítimas, mas não podem servir para enfraquecer instituições democráticas. Paralelamente, Gonet arquivou pedido de deputados da oposição para afastar Toffoli, alegando que o caso já está sob apuração regular no STF. O decano Gilmar Mendes elogiou a decisão, destacando a preservação do devido processo legal e da segurança jurídica. Apesar do apoio, Toffoli segue sob questionamentos, que incluem recuos em decisões, críticas à suposta interferência na autonomia da PF e alegadas ligações com o dono do Banco Master.
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