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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

FALTA DE IMPARCIALIDADE NO STF

DECORO E IMPARCIALIDADE PASSARAM LONGE!, É vergonhoso ver um ministro do  STF tratar a liberdade de um líder político com tamanho deboche. , Não  basta a perseguição escancarada, ainda temos que ver ...A revista britânica The Economist publicou reportagem afirmando que ligações entre ministros do STF e pessoas relacionadas ao caso do Banco Master reforçam, entre eleitores brasileiros, a percepção de falta de imparcialidade da Suprema Corte. No texto “A quebra de um banco brasileiro envolve políticos e juízes”, a revista diz que as consequências da liquidação do Banco Master “estão ficando feias”. Segundo a publicação, o caso poderia ter terminado em novembro, com a prisão do banqueiro e CEO Daniel Vorcaro e a liquidação do banco pelo Banco Central, mas seus efeitos ultrapassaram o setor financeiro. A Economist afirma que Vorcaro cultivou, ao longo dos anos, laços com a elite brasileira, expondo conexões entre políticos, mercado financeiro e Judiciário em Brasília, o que teria prejudicado a imagem do STF e do Congresso. A reportagem menciona a inspeção ordenada pelo ministro do TCU Jhonatan Jesus no Banco Central, destacando sua proximidade com o Centrão. Também são citadas outras ligações do Master com figuras políticas e judiciais, como doações de Fabiano Zettel a campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, a tentativa de compra do banco pelo BRB, contratos ligados à família de ministros do STF e viagens compartilhadas com advogados do banco. 

A revista ressalta que não há comprovação de ilegalidades, mas que os vínculos reforçam a impressão de parcialidade da Corte. Para enfrentar essa percepção, o presidente do STF, Edson Fachin, propôs um código de ética nos moldes do Tribunal Constitucional alemão, ideia que teria sido ridicularizada por colegas. A Economist aponta como “claro vencedor” do episódio o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que resistiu a pressões para salvar o banco e defendeu maior autonomia administrativa e financeira da instituição. A liquidação do Banco Master ocorreu em 18 de novembro, no mesmo dia da operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro e outros executivos. O banco representa a maior quebra da história do país em impacto sobre o FGC, com 1,6 milhão de investidores e R$ 41 bilhões em CDBs. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes, emissão irregular de títulos e criação de carteiras falsas, com movimentação de valores bilionários. 

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