No centro de críticas por sua atuação no caso das fraudes do Banco Master, o ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, recebeu apoio institucional nesta quinta-feira. O presidente da Corte, Edson Fachin, fez uma defesa enfática do magistrado, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou um pedido da oposição para afastá-lo da relatoria. Em nota, Fachin afirmou que o STF atua com base na Constituição, no devido processo legal e na ampla defesa, ressaltando que a supervisão judicial exercida por Toffoli segue esses princípios. Segundo ele, a Corte não cederá a pressões ou intimidações e reagirá a tentativas de desmoralização institucional. Fachin destacou que investigações envolvendo o sistema financeiro exigem respostas firmes e constitucionais, ressaltando o papel técnico e autônomo do Banco Central, da Polícia Federal e do Ministério Público. Ele afirmou ainda que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos ritos legais.
O presidente do STF enfatizou que a Corte age por mandato constitucional e que críticas são legítimas, mas não podem servir para enfraquecer instituições democráticas. Paralelamente, Gonet arquivou pedido de deputados da oposição para afastar Toffoli, alegando que o caso já está sob apuração regular no STF. O decano Gilmar Mendes elogiou a decisão, destacando a preservação do devido processo legal e da segurança jurídica. Apesar do apoio, Toffoli segue sob questionamentos, que incluem recuos em decisões, críticas à suposta interferência na autonomia da PF e alegadas ligações com o dono do Banco Master.
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