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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

TOFFOLI ATUA NO CASO MASTER COMO INVESTIGADOR, PROMOTOR E JUIZ

Caso Master: Toffoli muda, ao menos 3 vezes, procedimentos relacionados às  provas | CNN NOVO DIAA liquidação do Banco Master ganhou destaque como uma das maiores fraudes bancárias do país e passou a levantar questionamentos sobre a atuação do STF no caso. Desde que assumiu a relatoria, o ministro Dias Toffoli tem sido alvo de críticas sobre limites institucionais e transparência. A polêmica mais recente ocorreu após operação da PF contra o dono do banco, Daniel Vorcaro. Toffoli determinou que o material apreendido ficasse lacrado no STF, e não com a PF. A Polícia Federal pediu reconsideração, alegando risco à investigação. A PGR apoiou o pedido, defendendo a custódia policial das provas. Toffoli recuou e decidiu que o material ficaria sob guarda do Ministério Público Federal. Segundo ele, a medida daria ao PGR uma visão sistêmica dos supostos crimes. O ministro também determinou cuidados específicos para preservação dos equipamentos apreendidos. Apesar do recuo, Toffoli surpreendeu ao escolher pessoalmente quatro peritos da PF para analisar o material, prática incomum em investigações criminais. O presidente da ADPF, Edvandir de Paiva, afirmou que nem delegados escolhem peritos em procedimentos regulares.

Dias antes da operação, Toffoli criticou a PF por suposto atraso no cumprimento de ordens judiciais e divulgou trechos dos despachos. Segundo os documentos, a PF só apresentou novos pedidos em 13 de janeiro, alegando risco de fuga, o que levou à operação no dia 14. O ministro cobrou explicações do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre os atrasos. A ADPF divulgou nota relatando inquietação entre delegados diante das decisões judiciais. Para Paiva, interferências externas prejudicaram o planejamento estratégico da investigação. Outra controvérsia foi a tentativa de acareação entre investigados e um diretor do Banco Central antes dos depoimentos formais. Diante das críticas, Toffoli desistiu da acareação com o representante do BC. Juristas avaliam que as decisões geraram insegurança jurídica e violaram o devido processo legal. Há críticas de que o ministro teria atuado como investigador, promotor e juiz ao mesmo tempo. As controvérsias começaram logo após sua designação, incluindo viagem ao Peru com advogado de investigado. Depois disso, Toffoli decretou sigilo e levou o caso da Justiça Federal para o STF. Segundo ele, a mudança se deveu à menção a um deputado federal e a informações sensíveis ao mercado. Com isso, a investigação passou a ficar concentrada no gabinete do ministro.

 

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