O anúncio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de que visitará Jair Bolsonaro na próxima semana encerrou uma sequência de episódios que acirraram disputas entre bolsonaristas. Tarcísio voltou a afirmar que não pretende disputar a Presidência e negou substituir Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente. Ele havia sido criticado por cancelar uma visita marcada para quinta (22), alegando compromissos em São Paulo. Na agenda oficial, porém, constavam apenas “despachos internos”, além de uma troca no secretariado. Aliados interpretaram o cancelamento como uma tentativa de impor limites aos filhos de Bolsonaro. Auxiliares do governador relatam desgaste com Flávio e atribuem a seu entorno boatos sobre uma suposta candidatura presidencial de Tarcísio. Enquanto bolsonaristas atacavam o governador, outros buscaram apaziguar o conflito. Adolfo Sachsida elogiou Tarcísio, chamando-o de aliado leal ao projeto de Bolsonaro. Segundo a Folha, Tarcísio se irritou com a declaração de Flávio de que a visita serviria para “descartar” sua candidatura. O encontro foi remarcado para quinta (29), e o governador reafirmou lealdade ao ex-presidente.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
TARCÍSIO DESENTENDE COM FILHOS DE BOLSONARO
Entre apoiadores mais radicais, o adiamento foi visto como afronta e expôs tensões entre o clã Bolsonaro e Tarcísio. Nesse grupo, cresceu a desconfiança de que o governador planeja disputar o Planalto. Interlocutores de Tarcísio negam e dizem que ele segue focado na reeleição. Eles afirmam que o cancelamento não altera seus planos políticos. Aliados de Flávio dizem que o gesto mostrou resistência a pressões e evitou constrangimentos. Deputados bolsonaristas receberam orientação para conter críticas e preservar a união da direita. A disputa se intensificou entre defensores de Flávio e apoiadores de Tarcísio. Movimentos recentes em torno de Bolsonaro fortaleceram a dupla Tarcísio-Michelle. Eduardo Bolsonaro falou em tentativa de minar a candidatura do irmão. Já aliados do governador dizem que ele apenas reagiu a ataques e reafirmou autonomia, sem romper com Bolsonaro.
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