Um juiz dos EUA decidiu, ontem, 21, que o governo não pode periciar os dispositivos eletrônicos da repórter Hannah Natanson, do Washington Post, apreendidos pelo FBI. A decisão vale enquanto houver litígio sobre a ação policial na casa da jornalista. “O governo deve preservar, mas não periciar os materiais apreendidos”, escreveu o juiz William Porter. Em 14 de janeiro, agentes recolheram o computador de trabalho, um notebook, um celular e um relógio. Natanson cobre o governo federal e reportou cortes de empregos em Washington. A procuradora-geral Pam Bondi afirmou que a diligência integra investigação sobre vazamento no Pentágono. Segundo ela, o caso envolve informações ligadas à segurança nacional.
Agentes do FBI disseram à repórter que ela não é alvo da investigação. Bondi afirmou que o responsável pelo vazamento está preso. Documentos judiciais apontam Aurelio Pérez-Lugones como o suspeito detido. Ele era funcionário terceirizado do Pentágono. A prisão ocorreu na semana passada, em Maryland. Pérez-Lugones é acusado de levar documentos de inteligência para casa desde outubro de 2025. Não há menção a contato dele com jornalistas. O Washington Post criticou a apreensão dos equipamentos. O jornal afirma que a medida sufoca a liberdade de expressão. Também diz que paralisa o trabalho jornalístico. O veículo pediu a devolução imediata dos materiais. Alertou que decisões diferentes normalizariam censura por buscas. No governo Trump, o Pentágono adotou políticas mais restritivas à imprensa.
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