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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 25/08/2025

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Troca de farpas entre Moraes e Mendonça expõe o STF

Mal-estar causado pela divergência entre os dois ministros, em evento no Rio de Janeiro, na sexta-feira passada, recoloca Corte no centro das críticas, perto do julgamento de Bolsonaro por tramar contra a democracia

 O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Reforma Administrativa

Projeto prevê o fim de aposentadoria compulsória aplicada como forma de punição a juízes

Proposta, que também vale para membros do MP, visa a 'acabar com prêmio para quem comete má conduta'

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

JULGAMENTO DE BOLSONARO

  • SALVAR ARTIGOS

Falta de unanimidade pode ser empecilho para desfecho rápido no caso Bolsonaro

Divergência sobre mérito da punição em caso de condenação do ex-presidente suscitaria debate sobre recurso extra ao plenário

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Morre, aos 93 anos, o cartunista Jaguar, 
um dos fundadores do Pasquim

Autor de 'Átila, você é bárbaro' e criador de personagens como o ratinho 

Zig e Gastão, o Vomitador, carioca será velado nesta segunda-feira (25)

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Governo Lula autoriza compra de alimentos 
afetados por tarifaço de Trump para merenda escolar no Brasil

Alimentos também poderão ser destinados a hospitais e para as Forças Armadas

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Professores colocados a centenas de quilómetros em escolas para as quais não concorreram

Lapso no concurso de docentes e validação do erro pelas escolas leva 27 professores do Norte a ter de dar aulas no Sul. Professores acusam a Direção Geral da Administração Escolar de agir de má fé.

domingo, 24 de agosto de 2025

RADAR JUDICIAL

SALAS VIPs NOS AEROPORTOS

Salas VIPs no Aeroporto de Brasília exclusivas para órgãos públicos federais custam ao menos R$ 3,7 milhões por ano. Esses espaços oferecem serviços de receptivo e “fast pass” para embarque e desembarque. Entre os beneficiados estão Senado, Câmara, STF, STJ, Itamaraty e, futuramente, o TST. O Senado gasta R$ 379,6 mil anuais com sala de 20 m² e serviço de transporte. A Câmara mantém sala de 69 m² com quatro colaboradores terceirizados por R$ 278,4 mil anuais. O STF paga R$ 420 mil por sala de 50 m² e transporte exclusivo até a aeronave. O STJ tem dois contratos que totalizam R$ 818,8 mil por ano. O Itamaraty destina R$ 1,17 milhão anuais para receber autoridades estrangeiras. O TST construirá sala de R$ 1,5 milhão, com custo anual mínimo de R$ 711,9 mil. Especialistas apontam legalidade, mas questionam a justificativa diante da existência de salas VIPs já disponíveis no aeroporto. 

MULHER APRESENTAVA-SE COMO DESEMBARGADORA

Uma mulher identificada como Celia Soares, de 46 anos, foi presa em flagrante em Mossoró (RN), após passar por desembargadora e apresentar documento falso em um posto da PRF. Um motorista de aplicativo desconfiou da passageira, que viajava com mãe e filha, carregava muitas malas e dava versões contraditórias sobre sua profissão. Ela afirmava ser desembargadora, juíza, promotora, advogada, chefe da Interpol, entre outros cargos. O cartão de apresentação listava mais de 15 funções diferentes, incluindo juíza militar, perita criminal e defensora. Na abordagem, apresentou uma carteira da OAB com sinais de falsificação e divergências de dados. Foi presa por uso de documento falso e levada à Polícia Civil; o celular foi apreendido, e familiares, liberados. Após audiência de custódia, recebeu liberdade provisória mediante fiança e medidas cautelares. O caso segue sob investigação da Delegacia de Falsificações e do Ministério Público.

HOSPITAL E FUNERÁRIA ENTREGAM CORPO ERRADO A FAMÍLIA

Hospital e funerária foram condenados a pagar R$ 10 mil por danos morais após entregarem o corpo errado a uma família em Crato/CE. O pai da beneficiária faleceu a caminho de Fortaleza, mas, por erro de identificação, seu corpo foi entregue a outra funerária, que o conservou e repassou a uma família equivocada. O engano só foi percebido durante o velório, quando os parentes constataram que não se tratava do ente querido, o que inviabilizou a cerimônia e ampliou o sofrimento. A funerária contratada alegou não ter responsabilidade, mas o juiz Ângelo Bianco Vettorazzi concluiu que houve falha tanto do hospital quanto da funerária envolvida. As empresas não comprovaram regularidade no processo de identificação e, após o caso, adotaram novos procedimentos. Para o magistrado, a troca de corpos caracteriza grave falha na prestação do serviço. Ele destacou que o erro agravou a dor da família, que não pôde se despedir adequadamente. Assim, determinou indenização solidária de R$ 10 mil.

PRESO MORRE: NEGADO TRATAMENTO

Avelino Gonçalves Lima esteve preso com câncer terminal até morrer. Petição, com laudos públicos, confirmam a gravidade do caso de Lima e culpam o Judiciário pelo descaso com omissão classificada de letal, face à negação do tratamento hospitalar. A advogada Flávia Fróes declarou que o preso morreu algemado, entubado e sem direito de despedir da família; ele agonizou durante quatro meses, sem atendimento oncológico efetivo. A defesa do falecido assegura que a decisão prejudicial a Lima, originou-se do juiz Rafael Estrela, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, porque negou solicitações urgentes de tratamento hospitalar.  

ISRAEL OCUPA BOS PARTE DA CISJORDÂNIA

O conflito em torno da Cisjordânia e Gaza envolve disputas históricas e religiosas. Em 2024, Israel declarou 24 mil dunams da Cisjordânia como terras estatais, número superior ao total dos 23 anos anteriores. Segundo o movimento Peace Now, isso serve para expandir assentamentos e retirar o acesso palestino. Para Yasmeen El-Hasan, da UAWC, trata-se de uma estratégia colonial de Netanyahu, acompanhada de ataques a organizações civis palestinas. Ela afirma que há tentativa de romper a conexão material do povo com sua terra. Já militares israelenses alegam que a intensificação das operações decorre do ataque de 7 de Outubro do Hamas, classificado internacionalmente como grupo terrorista. Para Tel Aviv, as ações visam impedir futuras ofensivas e garantir a segurança. Israel também chegou a classificar a UAWC e outras entidades palestinas como “organizações terroristas”, decisão considerada arbitrária pela ONU.

                                                 Salvador, 24 de agosto de 2025.

                                                       Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

PREÇOS ABUSIVOS EM BELÉM: NAVIOS

Para enfrentar os preços abusivos de hospedagem em Belém durante a COP30, em novembro, o governo federal contratou dois navios de cruzeiro internacionais. O MSC Seaview e o Costa Diadema somam mais de 6 mil vagas em 3.900 cabines. As embarcações ficarão no Porto de Outeiro, a 20 km do centro de Belém, em área com pouca infraestrutura. O Terminal Hidroviário de Belém, na região central, foi descartado após a suspensão de uma dragagem de R$ 210 milhões por risco ambiental. No Porto de Outeiro, o governo investe R$ 180 milhões em obras, incluindo um píer de 710 metros, previsto para outubro. A expectativa é que o trajeto até o Parque da Cidade, onde será a conferência, leve 30 minutos. Para isso, conta-se com a conclusão da ponte estaiada entre Outeiro e Icoaraci. A obra deve ser entregue em setembro, mas em agosto ainda estava inacabada.

Uma visita mostrou que só a estrutura central estava pronta, com acessos em construção. O deslocamento entre o centro de Belém e a nova ponte já leva 35 minutos em trânsito leve. Isso sem incluir o caminho até o porto. A logística preocupa especialistas da UFPA. A geóloga Aline Meiguins avalia que Belém enfrenta um teste inédito de mobilidade. Ela alerta que o sucesso dependerá de planejamento e integração entre transporte terrestre e hidroviário. Segundo a pesquisadora, faltam ações antecipadas de ordenamento e infraestrutura. 

SOLDADOS RETORNAM DA GUERRA COM TRANSTORNOS MENTAIS

A maioria dos soldados russos evita terapia, conta Tatyana, psicóloga voluntária do projeto Family Hearth. Eles dizem que ela não pode entender o que viveram na linha de frente e preferem beber com amigos. Milhares retornam da Ucrânia com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), mas faltam políticas eficazes de apoio. O retorno à vida civil pode gerar agressividade, e muitos recorrem ao álcool. Em um ano, apenas oito soldados buscaram ajuda com Tatyana. Moscou não divulga dados atuais, mas Putin disse que mais de 1,1 milhão estiveram na frente de combate desde 2022. O Centro Bekhterev estima que até 17% podem desenvolver TEPT em casos graves. O Ministério da Saúde abriu 2.700 escritórios de aconselhamento, mas os recursos são insuficientes. Yana, outra psicóloga, explica que atua em um ambiente repressivo, onde críticas à guerra são arriscadas. Segundo ela, veteranos a testam em sessões, mas a maioria quer apenas que a guerra acabe. Além de soldados, criminosos condenados também foram enviados ao front, muitos recrutados pelo grupo Wagner.

Após 2022, o serviço militar se tornou praticamente ilimitado. Crimes cometidos por veteranos aumentaram: entre 2022 e 2024, ao menos 242 pessoas foram mortas e 227 ficaram feridas. Um estudo do Ministério do Interior apontou crescimento de crimes graves desde o início da guerra. Psicólogos como Matvey relatam aumento de dependência de álcool entre soldados traumatizados. O tratamento é precário: pacientes ficam no máximo duas semanas em clínicas, sem terapias eficazes de longo prazo. Putin chegou a sugerir terapia obrigatória, mas nada foi implementado. A escassez de psicólogos agrava o problema: há apenas 4 a 5 por 100 mil habitantes, muito abaixo dos padrões internacionais. Ainda assim, alguns profissionais afirmam notar progressos em civis, refugiados e famílias de soldados, que após 10 sessões relatam melhora. Tatyana conclui: “Não temos uma organização nacional. Quem precisa de ajuda deve depender de voluntários ou enfrentar sozinho seu trauma.” 

JUÍZES E POLÍTICOS: SALÁRIOS 22 VEZES MAIOR QUE SALÁRIO MÉDIO

O Brasil está entre os países com maior desigualdade salarial entre gestores públicos e a população, atrás apenas de África do Sul e México. Políticos e juízes federais podem receber até 22 vezes mais que o salário médio do brasileiro. Segundo o Índice de Disparidade Salarial 2025, feito pelo grupo Livres, o presidente e deputados federais ganham cerca de R$ 44 mil, enquanto a renda domiciliar per capita nacional foi de R$ 2.069 em 2024. Juízes federais receberam, em média, R$ 48,6 mil, valor 23,5 vezes superior à renda média da população, segundo o CNJ. Houve casos de supersalários de até R$ 444 mil. A desigualdade brasileira supera a média global (10,7) e a de países em desenvolvimento (16,8). Na Argentina, a diferença do presidente para a população é de 9,2 vezes; no Chile, 13,7 vezes.

Entre deputados, a diferença é de 4,5 vezes na Argentina, 3,7 no Reino Unido e 3,0 em Portugal. Já ministros do STF, TSE e STJ recebem 22 vezes mais que a média dos brasileiros. Em países como Suíça e Alemanha, os salários da Suprema Corte equivalem a 6 vezes a renda média. O levantamento usou dados do IBGE, CNJ, CJF, além de estatísticas de Argentina e Espanha. Não inclui carreiras do Executivo, onde a disparidade pode ser maior: advogados da União receberam até R$ 547 mil em honorários em 2024. Especialistas afirmam que a disparidade enfraquece a confiança da população nos serviços e nas instituições democráticas. Como políticos e magistrados não dependem do serviço público, seriam menos sensíveis às necessidades da maioria.

Para a FGV, os supersalários do Judiciário são os mais graves, pois extrapolam o teto constitucional. Já políticos dependem de eleições, enquanto juízes têm vitaliciedade e benefícios extras. O estudo conclui que a renda elevada do funcionalismo gera sensação de injustiça e pode minar a legitimidade do Estado. 

COMPANHIA AÉREA É RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA DOS PASSAGEIROS

Transportar passageiros com segurança é dever da companhia aérea, que não pode se eximir de responsabilidade alegando culpa de terceiros.
A 24ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP manteve a condenação da Gol ao pagamento de indenização por danos morais a duas passageiras. Elas foram agredidas por outros passageiros após disputa por um assento na janela previamente comprada. A desembargadora Claudia Carneiro Calbucci Renaux ressaltou que cabe à tripulação garantir que os passageiros ocupem os assentos adquiridos e mantenham a civilidade. As autoras haviam pago taxa extra pela escolha, mas uma mulher com criança ocupou a poltrona e se recusou a sair, alegando “empatia”. Quando reivindicaram o direito, mãe e filha foram hostilizadas e agredidas por parentes da passageira. A tripulação apenas retirou as vítimas do avião e as realocou em outro voo.

Para a relatora, a situação extrapolou o razoável e caracterizou falha grave no serviço. Ela destacou a responsabilidade objetiva do transportador, prevista no Código Civil e no CDC.
O afastamento da responsabilidade só seria possível em caso de culpa exclusiva do consumidor ou inexistência do defeito. A Gol alegou culpa das vítimas e pediu redução da indenização de R$ 10 mil para cada autora. O colegiado rejeitou os argumentos e manteve o valor por considerá-lo adequado. O dano moral foi agravado por entrevista de um funcionário da Gol, que atribuiu a confusão a uma das autoras. Segundo o acórdão, a empresa responde pelos atos de seus prepostos, podendo apenas buscar regresso contra eles. A sentença de primeira instância foi proferida pelo juiz Sérgio Castresi de Souza Castro.


A CRIANÇA NO MUNDO DIGITAL

Na quarta-feira (20), a Câmara aprovou o projeto de lei que combate a "adultização" de crianças em redes sociais. O tema ganhou destaque após vídeo do youtuber Felca denunciar exploração digital de menores. 
A psicóloga Nay Macedo, especialista em proteção infanto-juvenil, explicou no podcast O Assunto os riscos da exposição online. Segundo ela, muitos adultos compartilham imagens de crianças com boas intenções, mas o algoritmo não distingue afeto de exploração. Ele apenas identifica engajamento e amplia a circulação, inclusive para predadores. Há evidências de que conteúdos com crianças e adolescentes engajam mais, aumentando a vulnerabilidade. Essas imagens podem viralizar e chegar a abusadores. Boa parte do material usado em grupos de exploração sexual infantil é autogerado, ou seja, postado por familiares e responsáveis.

Quando publicados em perfis abertos, ficam acessíveis a criminosos. Por isso, Nay ressalta a importância da conscientização e da cautela ao compartilhar. Ela recomenda reconhecer que a exposição online nunca é 100% segura. Perfis devem ser fechados e contatos limitados a conhecidos. Evitar imagens com uniformes escolares ou informações de localização. Não postar fotos em trajes que deixem a criança vulnerável. Respeitar o direito da criança de decidir sobre sua própria imagem. Ensinar, desde cedo, a importância desse consentimento. Optar por alternativas mais seguras, como álbuns digitais restritos. Mensagens diretas e chamadas de vídeo também são opções. Assim, o compartilhamento pode ser feito de forma mais controlada. A especialista reforça: boas intenções não eliminam os riscos.


TRABALHAR SEM SALÁRIO

Ninguém gostaria de trabalhar sem receber um salário. Ou pior, pagar para trabalhar. 
Ainda assim, pagar empresas para fingir que está trabalhando virou tendência entre jovens desempregados na China. O fenômeno cresce em meio à economia enfraquecida e ao desemprego juvenil, que segue acima de 14%. Sem empregos reais, muitos preferem pagar para frequentar um escritório do que ficar em casa. "Eu me sinto muito feliz", diz Zhou. "É como se a gente estivesse trabalhando em grupo." Esses escritórios “fake” surgem em cidades como Shenzhen, Xangai, Nanjing, Wuhan, Chengdu e Kunming. São espaços completos, com computadores, internet, salas de reunião e áreas de convivência.

Além disso, permitem buscar empregos, iniciar negócios e socializar. As diárias custam entre 30 e 50 yuan (R$ 22 a 38) e incluem refeições e bebidas. Segundo o professor Christian Yao, da Victoria University, o fenômeno é reflexo da transformação econômica. Ele considera os escritórios fictícios soluções transitórias para jovens em crise profissional. Zhou conheceu a Pretend To Work em uma rede social e passou a frequentar há três meses. Ele diz que o ambiente aumentou sua disciplina e tranquilizou seus pais. Apesar da flexibilidade, Zhou chega cedo e às vezes só sai às 23h. Ele afirma que os frequentadores viraram amigos e compartilham a rotina. Nos intervalos, conversam, brincam e jogam. Após o “expediente”, costumam jantar juntos. Para Zhou, estar no espaço o faz sentir-se produtivo. Ele garante estar mais feliz e motivado do que antes. 



MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 24/08/2025

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Michelle Bolsonaro diz não temer STF após líder do PT acionar Corte

Manifestação ocorreu após o deputado Lindbergh Farias acionar o STF contra Jair Bolsonaro, a esposa Michelle e os filhos Eduardo e Carlos por suspeita de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Governadores de direita deixam Trump em segundo plano e reforçam elogios a Milei após tarifaço

Após desgaste da imagem do presidente americano no Brasil, bolsonaristas tentam colar imagem no argentino, que tem agenda de corte de gastos

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Políticos e juízes brasileiros recebem 20 vezes mais que a renda média da população

Estudo do Livres aponta que o Brasil está atrás apenas de África do Sul 

e México em desigualdade salarial no setor público

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Gasolina sobe nas bombas em Salvador 
e preocupa motoristas

O aumento, que chega a R$0,70, se comparar estabelecimentos, 
pegou muitos motoristas de surpresa.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Em evento do PT, Haddad diz que tarifaço 

de Trump tem “objetivo de livrar a cara dos golpistas”

Os áudios citados por Haddad fazem parte da investigação da PF que indiciou 

Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), 

na quarta-feira

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

PJ aperta controlo a procurados pela polícia brasileira e já deteve 18 pessoas só este ano

Pelo menos quatro dos detidos estavam em situação regularizada em Portugal, enquanto dois estavam de maneira irregular, de acordo com a informação disponível.

sábado, 23 de agosto de 2025

RADAR JUDICIAL

IRMÃ DE PRESIDENTE ENVOLVIDA EM CORRUPÇÃO

A Justiça realizou 16 buscas em investigação sobre suposto caso de corrupção na Agência Nacional da Pessoa com Deficiência, envolvendo Karina Milei, irmã do presidente argentino. A apuração começou, após divulgação de áudios atribuídos ao ex-diretor Diego Spagnuolo, que falam em subornos e citam Karina e o subsecretário Eduardo Menem. Embora a veracidade não tenha sido confirmada, os áudios não foram desmentidos. Em um deles, Spagnuolo menciona mensagens de WhatsApp de Karina.

A denúncia foi feita pelo advogado Gregorio Dalbón e ocorre em meio a disputas no Congresso e à campanha eleitoral. As buscas incluíram uma farmácia, onde foram apreendidos US$ 266 mil, citada como pagadora de propina. Celulares, computadores e documentos sobre licitações também foram recolhidos. A Procuradoria analisa o material sob condução de um juiz federal. Até o momento, não houve prisões nem acusações formais. O caso segue em sigilo judicial.

POLÍCIA PRENDE PROFESSORA QUE AGREDIU ALUNO 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, ontem, 22, uma professora acusada de agredir um aluno de 4 anos com uma pilha de livros em Caxias do Sul. O caso ocorreu na segunda-feira (18/8). A criança perdeu um dente e outros cinco ficaram comprometidos. Câmeras de segurança da escola registraram a agressão, mostrando a professora gritando e depois atingindo o menino. Inicialmente, ela disse aos pais que o aluno havia caído no banheiro.

Um dentista consultado pelos pais afirmou que os ferimentos não eram compatíveis apenas com uma queda. Após pedirem acesso às imagens, eles confirmaram a agressão. A professora foi demitida, e a Escola Xodó da Vovó declarou lamentar o caso e afirmou colaborar totalmente com as investigações.

PROCURADORIA DENUNCIA EX-ASSESSOR DE MORAES

A PGR denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE, pela prática de crimes como violação de sigilo funcional, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Ele passou a ser investigado após revelações de que o gabinete de Moraes ordenou, de forma não oficial, a produção de relatórios usados em decisões contra bolsonaristas no inquérito das fake news. A denúncia, apresentada ontem, 22, está sob relatoria do próprio Moraes.

Tagliaferro deixou o Brasil e vive na Itália, onde planeja denunciar Moraes no Parlamento europeu. Para a PGR, a fuga demonstra alinhamento com organização criminosa ligada aos atos antidemocráticos. O órgão cita ainda que ele anunciou publicamente a intenção de divulgar novas informações sigilosas e arrecadar recursos para tal, o que reforçaria o objetivo de incitar novos atos contra o STF. A defesa nega irregularidades e afirma que ele não foi responsável por vazamentos. O gabinete de Moraes sustenta que todos os procedimentos foram oficiais e documentados, com participação da PGR.

ISRAEL NÃO ACEITA ESTADO DA PALESTINA

Projeto israelense expande o assentamento de Maale Adumim, com 37 mil habitantes, e isola Jerusalém Oriental do restante do território palestino. A medida é vista como ameaça à viabilidade geográfica de um futuro Estado Palestino. Israel considera a aprovação uma resposta ao reconhecimento internacional da Palestina. O Reino Unido e a França estão entre os países que devem apoiar o reconhecimento na ONU em setembro.

O ministro Bezalel Smotrich afirmou que o assentamento “enterraria a ideia de um Estado Palestino”. A ONU e o Brasil criticaram a decisão, alegando violação do direito internacional.
O governo brasileiro classificou a presença israelense em territórios ocupados como ilícita. Israel foi instado a cessar imediatamente as atividades em assentamentos. O anúncio ocorreu enquanto mediadores aguardam resposta de Netanyahu a uma proposta de cessar-fogo. Apesar da aceitação do Hamas, analistas veem baixa probabilidade de adesão israelense. 

USO DE SMARPHONES POR DUAS HORAS

A cidade de Toyoake, no Japão, propôs limitar o uso de smartphones a duas horas diárias fora do trabalho ou escola, sem sanções previstas. O objetivo é prevenir problemas de saúde física e mental, como distúrbios do sono, segundo o prefeito Masafumi Koki. O texto recomenda que alunos do fundamental evitem celulares após 21h e que estudantes do médio e adultos parem o uso após 22h.
A medida gerou críticas nas redes sociais, sendo considerada pouco realista por muitos usuários. Um internauta comentou que o limite de duas horas seria “impossível” de cumprir. Outros destacaram que o controle deveria ser responsabilidade das famílias. Diante da repercussão, o prefeito esclareceu que a regra não é obrigatória e reconhece a utilidade dos celulares. A norma será votada na próxima semana e pode entrar em vigor em outubro.

Salvador, 23 de agosto de 2025.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

O USO DA LEI MAGNITSKY CONTRA MORAES

É irritante, incompreensível e temerário os atos do presidente Donald Trump, publicados e, direcionados a punir países e pessoas. Basta um suspiro irreverente para aparecer a possibilidade de o presidente americano castigar. No Brasil, o direcionamento maior desse açoite vai no encalço de ministros do STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes. As mazelas de Trump passam por sanções financeiras, com uso indiscriminado da lei denominada de Magnisky. Esta lei, que nada tem a ver com seu uso pelo presidente, originou-se de cenário envolvendo o advogado russo Sergey Magnitsky que morreu na cadeia, depois que revelou esquema de corrupção de autoridades de Moscou. Em 2012, surgiu a lei, denominada de Magnitsky, visando punir os responsáveis pela morte do russo, mas, em 2016, a norma destinada a punir Magnitsky transformou em arma para punir violações dos direitos humanos e corrupção pelo mundo.

Nos Estados Unidos, o uso indevido da lei por Donald Trump prestou-se para sacrificar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, absolutamente inaplicável, porque o magistrado não violou direitos humanos e muito menos é acusado de qualquer ato de corrupção. No comunicado do governo americano consta: "O Gabinete de Controle de Ativos (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA está sancionando o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes". O ministro está impedido de entrar em território americano, depois que foram revogados seus vistos e de seus parentes". A explicação para as punições assinadas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, é risível e bizarra. Diz o secretário que Moraes foi punido por graves violações a direitos humanos, mas não explica que direitos humanos foram desrespeitados. A lei invocada por Trump, aplicada contra o ministro, destinou-se a punir ditadores. Interessante e absurdo é que Moraes não tem acusação de qualquer abuso dos direitos humanos.  

O investidor britânico William Browder, responsável pela campanha desenvolvida para aprovação da Lei Magnitsky, criticou o uso das sanções contra Moraes. Escreveu Borwder em sua conta no X: "Passei anos lutando pela aprovação da Lei Magnitsky para acabar com a impunidade contra violadores grandes dos direitos humanos e cleptocratas. Pelo que sei, o juiz brasileiro Moraes não se enquadra em nenhuma dessas categorias". Por outro lado, o deputado Jim McGovern, autor da Lei Magnitsky, enviou carta ao secretário de Estado, Rubio, considerando vergonhosa a imposição de sanções ao ministro brasileiro. Não fora a irregularidade servida pelas autoridades americanas, a revogação do visto do ministro não lhe atinge, porquanto está vencido há dois anos e Moraes nunca preocupou em renovar. A motivação encontrada para esse grotesco ato do governo americano situa-se somente no fato de o ministro ser relator de processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que Donald Trump assumiu apadrinhá-lo, imaginando está nos Estados Unidos, onde ele Trump foi condenado e responde a vários processos, além de praticar as mais absurdas violações aos direitos do cidadão americano. Infelizmente, as autoridades americanas têm demonstrado receio na aplicação da lei contra o irreverente Donald Trump e a Corte Suprema prefere servir dos votos dos ministros republicanos, em maioria, para proteger Donald Trump.  

Salvador, 22 de agosto de 2025.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
     



FBI NA CASA DE EX-CONSELHEIRO DE TRUMP

Agentes do FBI revistaram na sexta-feira (22) a casa de John Bolton, ex-conselheiro de Donald Trump e crítico do republicano. A operação faz parte de uma investigação de segurança nacional, segundo fontes ligadas ao caso. A busca ocorreu na residência de Bolton em Bethesda, Maryland, às 7h locais.

O diretor do FBI, Kash Patel, teria ordenado a ação, conforme o New York Post. Trump disse ter pouco conhecimento da operação, mas chamou Bolton de “mau caráter”. “Não sou fã de John Bolton”, afirmou o presidente a jornalistas. Trump disse esperar informações oficiais do Departamento de Justiça sobre a busca. O FBI confirmou tratar-se de uma “atividade autorizada pelo tribunal”.

Patel publicou no X que “ninguém está acima da lei”, sem citar nomes. Bolton não foi localizado para comentar, mas disse à CNN desconhecer a ação. Ainda não se sabe o motivo exato da busca em sua propriedade. Bolton foi embaixador dos EUA na ONU e conselheiro de Trump no primeiro mandato. Posteriormente, tornou-se um crítico ferrenho e escreveu livro contra o republicano. No primeiro governo, Bolton foi alvo de processo por suposto uso de informações sigilosas.

Um juiz rejeitou o pedido para barrar a publicação do livro em 2020. O processo e a investigação foram encerrados em 2021, sob o governo Biden. Em janeiro, Trump retirou a proteção do Serviço Secreto de Bolton. Ela havia sido concedida após ameaças iranianas contra sua vida. Bolton continuou criticando Trump em entrevistas, inclusive após reunião com Putin. Também atacou a nomeação de Patel para o comando do FBI, confirmada pelo Senado