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sábado, 9 de maio de 2026

DEPOIS DE DESTRUIR GAZA, ISRAEL QUER ACABAR COM BEIRUTE


Nos subúrbios ao sul de Beirute, Hay el Sellom virou um cenário de destruição: concreto desmoronado, fios expostos e silêncio após os bombardeios israelenses de 8 de abril. 
O bairro, antes densamente povoado, havia permanecido relativamente calmo desde o início da guerra entre Israel e Irã. Naquele dia, porém, Israel lançou cerca de 100 ataques em todo o Líbano em apenas 10 minutos. Segundo autoridades libanesas, 361 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas. Mohammed perdeu o filho Abbas quando o prédio onde moravam foi atingido. “Os andares caíram todos sobre ele”, contou. Ele afirma que não havia integrantes do Hezbollah no edifício. A BBC investigou os ataques usando imagens de satélite, vídeos e relatos de testemunhas. Em Hay el Sellom, ao menos 80 pessoas morreram, incluindo 15 crianças. Ghassan Jawad sobreviveu após ficar soterrado. Ele contou que sua gata cavou um pequeno buraco que lhe permitiu respirar até ser resgatado pelos vizinhos. Sua mãe, irmãs e sobrinhos morreram. 

Outro alvo foi Corniche al Mazraa, no centro de Beirute, atingido sem aviso prévio. Explosões mataram 16 pessoas enquanto moradores trabalhavam, faziam exercícios ou estavam em restaurantes e barbearias. No sul do país, bombas destruíram o complexo religioso Al Zahraa, em Sidon. As irmãs Rahma e Rayan morreram enquanto rezavam na mesquita. Israel afirmou ter atacado agentes e estruturas do Hezbollah, acusando o grupo de usar civis como escudos humanos. O Hezbollah nega e diz que Israel mira deliberadamente áreas civis. A operação israelense foi chamada de “Escuridão Eterna”. Para os libaneses sobreviventes, ficou conhecida como “Quarta-feira Negra”. 

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