O personal trainer paulistano Gilson Lima, de 40 anos, vive dentro de casa um dos maiores desafios de sua carreira: convencer a filha Mariana, de 14, a trocar as redes sociais por atividade física, nem que seja por uma hora ao dia. Mesmo com anos de experiência, ele não consegue mudar o comportamento da adolescente, que se declara sedentária. A situação chegou a preocupar quando Mariana tentou emagrecer deixando de comer, o que a levou ao pronto-socorro com queda de pressão e sinais de fraqueza. O caso reflete um problema cada vez mais comum entre famílias brasileiras. Pesquisa do Instituto AtlasIntel mostra que 53,4% dos pais dizem que os filhos fazem menos exercício do que deveriam. O sedentarismo entre jovens já é tratado como uma pandemia global, atingindo 84% dos brasileiros entre 11 e 17 anos, índice acima da média mundial. Entre as principais causas estão a falta de espaços públicos adequados, fatores emocionais como desmotivação e ansiedade, e principalmente o excesso de tempo diante das telas. Celulares, videogames e redes sociais competem diretamente com atividades físicas e interações sociais no mundo real.
Especialistas alertam que o sedentarismo na infância compromete o desenvolvimento físico, mental e emocional. Além disso, aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão ainda na juventude. Diante desse cenário, famílias e escolas têm buscado alternativas para estimular hábitos mais saudáveis. Atividades esportivas, redução do tempo de tela e mudanças na rotina familiar são apontadas como caminhos para combater o problema.
Nenhum comentário:
Postar um comentário