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segunda-feira, 11 de maio de 2026

TRUMP NÃO ACEITA PROPOSTA DO IRÃ E A GUERRA CONTINUA


O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou ontem, 10, a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio. Em publicação na Truth Social, classificou o conteúdo como “TOTALMENTE INACEITÁVEL”, sem revelar detalhes. 
Segundo a agência Irna, Teerã enviou a resposta aos EUA por meio do Paquistão, mediador das negociações. O Irã propôs cessar-fogo imediato, suspensão do bloqueio naval americano, garantias contra novos ataques e o fim das sanções econômicas, incluindo restrições à venda de petróleo. O jornal The Wall Street Journal informou que o Irã também sugeriu diluir parte de seu urânio enriquecido e transferir o restante para outro país, além de pedir compensações pelos danos da guerra. A proposta inicial dos EUA previa interromper os combates antes de negociar temas mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, condição rejeitada por Teerã. As negociações ocorrem em meio à pressão sobre Trump antes de viagem à China, onde se reunirá com Xi Jinping. O objetivo é buscar apoio chinês para conter o conflito.

Apesar de um cessar-fogo parcial, drones foram detectados sobre países do Golfo neste domingo. Emirados Árabes interceptaram aeronaves vindas do Irã, enquanto Qatar e Kuwait relataram incidentes semelhantes. Mesmo sob tensão, um navio da QatarEnergy atravessou o estreito de Hormuz em segurança rumo ao Paquistão, no primeiro transporte de gás natural liquefeito pela rota desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O conflito já provoca instabilidade no mercado global de energia e milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano. Em entrevista exibida neste domingo, Trump afirmou que os EUA já atingiram cerca de 70% dos alvos prioritários no Irã e disse que o país está “militarmente derrotado”. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou à CBS que a guerra “ainda não terminou” e defendeu o desmonte completo das instalações nucleares iranianas. O estreito de Hormuz permanece como foco central da crise. Antes da guerra, a passagem concentrava cerca de 20% do comércio global de petróleo. Também neste domingo, um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil conseguiu atravessar a rota marítima sob autorização das Forças Armadas iranianas. 

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