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quarta-feira, 13 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


INADIMPLENTES: 84% EM MANAUS

Metade da população adulta das 25 capitais e do Distrito Federal está inadimplente, segundo dados da Serasa cruzados pela Folha com o Censo 2022 do IBGE. O pior índice é o de Manaus, onde 84% dos adultos têm dívidas atrasadas. Florianópolis aparece com o menor percentual: 43,8%, única capital abaixo de 50%. Entre os estados, o Amapá lidera a inadimplência, com 65,1% da população adulta endividada. Macapá ocupa o segundo pior índice entre as capitais, com 73,9%. Os maiores níveis de inadimplência concentram-se nas regiões Norte e Centro-Oeste. Distrito Federal, Amazonas e Mato Grosso do Sul também superam 59% de inadimplentes. Rio de Janeiro e São Paulo estão acima da média nacional, com 59,3% e 55,5%, respectivamente. Na outra ponta, Santa Catarina tem a menor taxa do país, com 40,4%. Piauí e Espírito Santo também registram baixos índices de inadimplência. O governo Lula lançou a nova edição do Desenrola, com descontos de até 90% para renegociação de dívidas.


BRASIL PODE PERDER BILHÕES EM EXPORTAÇÕES DE CARNES 

O Brasil pode perder quase US$ 2 bilhões por ano em exportações de carnes para a União Europeia após ser excluído da lista de países que cumprem as regras do bloco sobre antibióticos na pecuária. Em 2025, o país vendeu US$ 1,8 bilhão em carnes aos europeus, totalizando 368,1 mil toneladas, segundo o Ministério da Agricultura. A carne bovina liderou as exportações, com US$ 1,04 bilhão, seguida pela carne de frango, com US$ 762,9 milhões. A decisão da União Europeia entra em vigor em setembro e também afeta mel, peixes, embutidos e cavalos vivos. Segundo o bloco, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de antimicrobianos na criação animal. O governo brasileiro afirmou ter recebido a medida com surpresa e prometeu atuar para reverter a suspensão. Em nota conjunta, ministérios disseram que o país possui um sistema sanitário “robusto” e exporta proteínas animais para a Europa há quatro décadas. A medida ocorre em meio à pressão de agricultores europeus e críticas ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, em vigor provisório desde 1º de maio.


TRUMP QUER ANEXAR A VENEZUELA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou ontem, 12, na Truth Social uma imagem que mostra a Venezuela como o “51º estado” americano. A postagem também foi compartilhada pela Casa Branca no X.  A publicação ocorreu um dia após a líder interina venezuelana, Delcy Rodríguez, rejeitar a possibilidade durante entrevista em Haia, na Holanda. Ela afirmou que a Venezuela continuará defendendo sua soberania e independência, destacando que o país “jamais” aceitaria virar uma colônia. Trump já havia sugerido a anexação em março, após elogiar a Venezuela nas redes sociais durante a Copa do Mundo de beisebol. Desde a captura de Nicolás Maduro pelo governo americano, em janeiro, Washington retomou relações diplomáticas com Caracas. O republicano também já fez publicações semelhantes envolvendo o Canadá e a Groenlândia, insinuando anexações territoriais. 

FILHO DE TRUMP CONDENA DEPENDÊNCIA DA CHINA

Donald Trump Jr., vice-presidente executivo da Trump Organization, defendeu maior alinhamento econômico entre Brasil e Estados Unidos para reduzir a dependência global da China. Durante o III Diálogos Esfera NY, em Nova York, ele afirmou que cadeias produtivas foram “capturadas” por países que não compartilham dos mesmos valores ocidentais. O empresário destacou os setores de mineração e agronegócio como estratégicos para ampliar a cooperação entre os dois países. Segundo ele, o fortalecimento das relações bilaterais criaria grandes oportunidades econômicas. O evento reuniu empresários como André Esteves, Wesley Batista, Marcelo Claure e Omeed Malik. Wesley Batista defendeu maior integração econômica entre Brasil e EUA, citando afinidades culturais e empresariais entre os dois países. André Esteves ressaltou a posição estratégica da América Latina na produção global de commodities agrícolas, minerais e energéticas. Marcelo Claure afirmou que o Brasil precisa avançar em reformas tributárias, sociais e jurídicas para aumentar sua competitividade internacional. Já Omeed Malik disse que os EUA erraram ao transferir parte de sua cadeia produtiva para a China e precisam fortalecer relações com parceiros do hemisfério ocidental. O evento também homenageou José Auriemo Neto e Cristiano Amon como “Person of the Year 2026”.

DÓLAR A R$ 4,8954

O dólar perdeu força no fim do pregão de ontem, 12, e fechou praticamente estável, cotado a R$ 4,8954, alta de 0,08%. Apesar do avanço da moeda americana no exterior, o real voltou a resistir à pressão internacional. O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo, com o barril Brent acima de US$ 107. Analistas avaliam que a alta da commodity favorece a balança comercial brasileira e ajuda a sustentar o real. Além disso, os juros elevados no Brasil seguem atraindo investidores. O IPCA de abril desacelerou para 0,67%, mas reforçou a percepção de que o Banco Central manterá a Selic em nível restritivo. O dólar acumula queda de 1,16% em maio e perdas de 10,81% no ano. Especialistas afirmam que o diferencial de juros e a melhora dos termos de troca mantêm a moeda brasileira protegida, mesmo diante da aversão ao risco global.

Salvador, 13 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso

Pessoa Cardoso Advogados.

 

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