O plano, porém, não teve muitos detalhes divulgados. O Comando Central afirmou que a operação contará com 15 mil militares. Também serão mobilizadas mais de 100 aeronaves, além de navios e drones. Em resposta, o Irã orientou navios comerciais e petroleiros a evitarem movimentos não coordenados. As autoridades iranianas disseram que a segurança do estreito está sob controle do país. O chefe militar Ali Abdollahi reforçou que a passagem deve ser coordenada com as Forças Armadas iranianas. Ele também advertiu que forças estrangeiras podem ser atacadas. O aviso foi direcionado especialmente às forças dos Estados Unidos. A tensão ocorre em meio à escalada do conflito na região. Desde o início da guerra, o Irã restringiu fortemente o tráfego marítimo no Golfo. A medida afetou rotas estratégicas de energia. O estreito de Hormuz é uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo e com o bloqueio, os preços do petróleo registraram forte alta. O cenário amplia preocupações globais com o abastecimento energético. Além disso, aumenta o risco de confronto direto entre Irã e Estados Unidos. A situação segue instável e sem sinais claros de desescalada. Diplomatas internacionais pressionam por cessar-fogo e reabertura da via marítima.
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segunda-feira, 4 de maio de 2026
IRÃ IMPEDE ENTRADA DE NAVIOS DE GUERRA DOS EUA NO ESTREITO DE HORMUZ
A Marinha do Irã afirmou hoje, 4, que impediu a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no estreito de Hormuz após emitir um “aviso rápido e decisivo”, segundo a TV estatal. O Comando Central dos EUA, por sua vez, declarou que nenhuma embarcação americana foi atingida e que segue bloqueando portos iranianos para pressionar Teerã. A agência iraniana Fars chegou a informar que dois mísseis teriam atingido um navio americano próximo ao porto de Jask, mas Washington negou a ocorrência. Já os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um petroleiro da ADNOC que cruzava o estreito. Segundo os Emirados, a embarcação estava vazia e não houve feridos. O governo emiradense pediu que o Irã interrompa os ataques e restabeleça totalmente a navegação na região. Teerã havia alertado os EUA a não entrarem no estreito após declaração do presidente Donald Trump. No domingo (3), Trump afirmou que os EUA iriam escoltar navios presos na região para fora do estreito. Ele disse que diversos países solicitaram ajuda para liberar embarcações retidas. Segundo Trump, a ação busca garantir segurança para navios que “não têm relação com o conflito”.
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