O apresentador conservador Tucker Carlson rompeu sua aliança com o presidente dos EUA, Donald Trump, e passou a criticar a guerra contra o Irã. Em entrevista ao The New York Times, Carlson afirmou que o conflito tem sido “pior do que imaginava”. Ele disse que a ofensiva contraria a promessa de Trump de evitar novas guerras. Carlson afirmou ter defendido Trump por anos acreditando que ele impediria um novo cenário como o do Iraque. “Me desculpem por enganar as pessoas”, declarou o apresentador. O comentarista classificou a guerra, iniciada em fevereiro, como um desastre para os EUA. Segundo ele, o conflito prejudica a economia e coloca vidas em risco. Carlson chamou a decisão de “a mais tola” já tomada por um presidente americano. Ele relatou ter conversado com Trump antes do ataque e disse que o presidente parecia pressionado. Segundo Carlson, Trump teria cedido a influências externas e interesses políticos. O ex-aliado acusou o governo de Israel de empurrar os EUA para o conflito. Ele criticou a relação de Trump com o premiê Benjamin Netanyahu. Carlson chegou a dizer que Trump estaria sob “controle” de interesses estrangeiros. Também criticou a falta de posicionamento público contra ações militares israelenses. Para ele, o Irã não é apenas uma potência militar, mas estratégica economicamente. Destacou a importância do Golfo Pérsico para o fornecimento global de energia. Argumentou que Trump conhecia os riscos econômicos da guerra.
Apesar das críticas, Carlson afirmou ser contra o Irã possuir armas nucleares. Ele também disse ser contra qualquer país ter esse tipo de armamento. Questionou, porém, a estratégia adotada para conter o programa nuclear iraniano. O apresentador avaliou que a guerra pode prejudicar o Partido Republicano. Segundo ele, a maioria dos الأمريكيos rejeita novas intervenções militares externas. Carlson acredita que a decisão pode comprometer o legado de Trump. O rompimento se intensificou após ameaças ao Irã no domingo de Páscoa. Ele classificou a atitude como um “crime moral”. Também criticou declarações consideradas desrespeitosas a religiões. Desde então, passou a atacar abertamente o governo em seu programa. Carlson afirmou que sua principal preocupação é o futuro dos Estados Unidos. Ele disse que não irá subordinar suas opiniões à pressão externa. O comentarista relembrou que apoiou Trump por sua postura anti-intervenção. Mesmo após sair da Fox News em 2023, manteve proximidade com o presidente.
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