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quarta-feira, 13 de maio de 2026

MANIFESTAÇÃO DE MINISTRO DA SUPREMA CORTE CAUSA POLÊMICA


O ministro da Suprema Corte dos EUA, Clarence Thomas, causou polêmica ao afirmar que o progressismo ameaça os princípios fundadores do país. Em discurso recente, ele associou o movimento a figuras como Woodrow Wilson e a regimes autoritários de Stalin, Hitler, Mussolini e Mao. Críticos apontaram exageros e simplificações históricas, mas a visão de Thomas reflete parte relevante do pensamento conservador americano. Para ele, o progressismo busca substituir os valores da Declaração da Independência e enfraquece a Constituição original. Thomas também criticou conservadores que, segundo ele, chegam a Washington defendendo o “originalismo”, mas acabam adotando posturas moderadas para evitar críticas. A declaração foi vista como indireta a colegas mais cautelosos da Suprema Corte. Analistas dividem os ministros conservadores em dois grupos. Thomas, Samuel Alito e Neil Gorsuch formariam a ala mais ideológica. Já John Roberts, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett seriam mais institucionalistas e defensores de decisões moderadas. Entre os liberais, Elena Kagan é vista como a mais preocupada com precedentes e estabilidade institucional. Já Sonia Sotomayor e Ketanji Brown Jackson demonstrariam posições mais ideológicas.

Apesar de a corte ainda preservar rituais de colegialidade, cresce o número de votos divergentes e opiniões individuais. A Suprema Corte fala cada vez menos com uma voz unificada. Segundo a analista Sarah Isgur, o fim do “filibuster” nas confirmações de ministros incentivou indicações mais ideológicas. Hoje, candidatos buscam agradar o partido governista em vez de conquistar apoio amplo. O texto também destaca fatores pessoais. Alguns ministros ganham milhões com livros, fortalecendo marcas próprias e incentivando maior protagonismo individual. Embora diversa em gênero e raça, a corte é homogênea em formação acadêmica: quase todos vieram da Ivy League e dos tribunais federais. A reportagem conclui que a Suprema Corte americana se parece cada vez mais com um grupo de “lobos solitários”, enquanto cresce a desconfiança pública em relação à instituição. 

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