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quarta-feira, 6 de maio de 2026

TRÊS PARLAMENTARES DO RIO FORAM PRESOS


O deputado estadual fluminense Thiago Rangel (Avante) foi preso pela Polícia Federal por suspeita de fraudes na Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Ele é apontado como líder de um esquema de superfaturamento de obras em escolas estaduais. As investigações indicam que até R$ 2,9 milhões em caixa dois teriam sido prometidos para financiar campanhas políticas ligadas ao seu grupo. 
A prisão é a terceira de parlamentares do estado. Antes, foram detidos Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, e Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, acusado de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito da operação “Unha e Carne”. Há suspeitas de vazamento de informações, pois um dia antes da ação a filha do deputado, Thamires Rangel, foi exonerada de cargo no governo estadual. Segundo a PF, houve crescimento atípico nos gastos com reformas escolares, que passaram de cerca de R$ 60 milhões anuais até 2018 para R$ 630 milhões em 2024. O esquema envolvia direcionamento de contratos para empresas específicas, muitas sem capacidade operacional.

Entre os casos citados está o da empresa Flademma, que recebeu R$ 7,7 milhões, e da Atec, ligada a familiar de uma subsecretária, com R$ 11,4 milhões em contratos. O operador financeiro seria Luiz Fernando Passos de Souza, também preso. Ele utilizava empresas para movimentar recursos e realizar saques em dinheiro. Em 2024, movimentou cerca de R$ 4 milhões, sendo R$ 2,96 milhões sacados em espécie. A investigação teve origem na análise de notebooks de Rodrigo Bacellar, onde foram encontradas planilhas indicando troca de cargos por apoio político. O grupo político envolvido inclui aliados do ex-governador Cláudio Castro e do presidente da Alerj, Douglas Ruas. Com prisões e renúncias, há disputa sobre o comando do estado. O STF analisa o formato da eleição para o governo do Rio após a inelegibilidade de Castro. O julgamento foi suspenso por Flávio Dino, com placar parcial de 4 a 1 pela eleição indireta. Atualmente, o governo estadual está sob comando interino do presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, que já realizou mais de 1.500 exonerações de indicados do grupo político investigado.

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