Milei intensificou ataques à imprensa, chamando jornalistas de “escória imunda” e restringindo o acesso de repórteres à Casa Rosada. Na economia, a queda da atividade industrial e do varejo reduziu receitas tributárias e ameaça o superávit fiscal. Apesar do avanço de petróleo, mineração e agricultura, esses setores geram poucos empregos. As reformas liberais expuseram empresas locais à concorrência estrangeira, enquanto juros elevados e crédito restrito dificultam investimentos. O peso valorizado também prejudica manufatura e construção. Mesmo assim, a inflação segue alta, alcançando 3,4% em março. Analistas avaliam que Milei perdeu credibilidade ao prometer inflação abaixo de 1% até agosto, meta considerada improvável. Ainda há expectativa de crescimento acima de 3% neste ano, impulsionado por petróleo, gás e mineração. Porém, investidores demonstram preocupação com a estabilidade política e econômica da Argentina às vésperas da próxima disputa presidencial.
Pesquisar este blog
sexta-feira, 8 de maio de 2026
MILEI ENFRENTA ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou recentemente ser “o presidente mais mal pago das Américas” e disse que foi o mais atingido pelos cortes promovidos por seu governo. A declaração ocorre em meio à queda de sua popularidade e ao agravamento das dificuldades econômicas enfrentadas pelos argentinos. Embora tenha vencido as eleições legislativas de meio de mandato e conseguido aprovar reformas no Congresso, Milei enfrenta críticas crescentes por escândalos de corrupção e pela desaceleração econômica. Nos primeiros anos de governo, a inflação mensal caiu para 1,5%, mas voltou a subir gradualmente. Em fevereiro, a economia registrou forte retração, enquanto setores como indústria, comércio e construção seguem em crise. Um dos principais desgastes envolve a criptomoeda $LIBRA, promovida por Milei nas redes sociais. O ativo disparou e depois despencou, gerando prejuízos milionários. Investigações apontam ligações entre o presidente e empresários ligados ao projeto, embora ele negue irregularidades e não tenha sido indiciado. Outro escândalo envolve o chefe de gabinete, Manuel Adorni, investigado por suposto enriquecimento ilícito após viagens de luxo e aquisição de imóvel em condições suspeitas. Ele também nega qualquer ilegalidade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário