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domingo, 3 de maio de 2026

REJEIÇÃO DE MESSIAS AO STF AINDA REPERCUTE


Passado o choque da rejeição, pelo Senado, do nome de Jorge Messias ao STF — fato inédito em 134 anos —, governo, Congresso e Judiciário passaram a analisar as razões da derrota. Entre governistas, criticou-se um suposto acordo entre Davi Alcolumbre, oposição bolsonarista e Centrão. Cogitou-se até reposicionar Messias no governo ou recorrer ao STF. 
A rejeição expôs uma derrota significativa para Lula, atribuída a fatores políticos e estratégicos. Entre eles, a insistência do presidente no nome de Messias, ignorando preferências de aliados, e possíveis interesses ligados ao caso Banco Master. Mesmo reconhecendo a qualificação de Messias, opositores viram na rejeição uma oportunidade de enfraquecer Lula, especialmente diante de pesquisas que indicam risco eleitoral. A decisão teve forte impacto político e simbólico. A relação tensa com Alcolumbre também pesou. O senador preferia outro nome e teria articulado resistência. Lula manteve sua escolha, reforçando a imagem de Messias como figura ligada ao PT.

A articulação política falhou: líderes governistas não perceberam a mobilização contrária e superestimaram os votos favoráveis. O resultado final foi de 34 votos, oito a menos que o necessário. Há ainda leitura de que Alcolumbre buscou se reposicionar politicamente, mirando apoio futuro do bolsonarismo e influência em um Congresso mais à direita. O caso Banco Master também influenciou bastidores. Uma possível CPI poderia atingir diversos grupos políticos, gerando tensões e interesses cruzados. No STF, a rejeição de Messias também evitou alterar o equilíbrio interno entre ministros, especialmente em relação a investigações ligadas ao caso. Por fim, o governo atribui a derrota a traições de última hora. O MDB negou e afirmou ter apoiado o indicado. 

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