A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou na segunda-feira, 11, que a guerra na Ucrânia começa a mudar a favor de Kiev, enquanto a Rússia sofre perdas recordes no campo de batalha e ataques contra instalações petrolíferas. Segundo Kallas, a Ucrânia está hoje em posição melhor do que há um ano, embora ainda não haja espaço para acomodação. A declaração ocorreu após reunião de ministros das Relações Exteriores da União Europeia. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no fim de semana que a guerra “se encaminha para o fim”, após mais de quatro anos de conflito. Para Kallas, porém, Putin está “mais fraco do que nunca”. Ela citou o desfile reduzido do Dia da Vitória em Moscou e os ataques ucranianos em território russo como sinais da mudança no cenário militar. A União Europeia também anunciou novas sanções contra 23 instituições e autoridades russas acusadas de envolvimento na deportação ilegal de crianças ucranianas. Desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscou é acusada de transferir à força cerca de 20 mil crianças de áreas ocupadas.
Segundo autoridades europeias, muitas perdem a identidade ucraniana, recebem passaportes russos e são encaminhadas para adoção, escolas de doutrinação ou campos militares. Kallas classificou a prática como uma política deliberada da Rússia contra o futuro da Ucrânia. As sanções incluem congelamento de bens e proibição de viagens e foram coordenadas com Canadá e Reino Unido. A ministra das Relações Exteriores da Letônia, Baiba Braže, afirmou que a prática pode se enquadrar como genocídio. O Tribunal Penal Internacional já emitiu mandado de prisão contra Putin por crimes de guerra relacionados aos sequestros. Até agora, cerca de 2.200 crianças foram devolvidas à Ucrânia, mas o processo de identificação e reintegração segue complexo.
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