
Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de fechar um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo um alto funcionário do Paquistão, que atua como mediador. Ele confirmou à Reuters informações do site Axios de que as partes discutem um memorando de uma página para pôr fim ao conflito e às tensões no estreito de Hormuz. As negociações devem ser concluídas “muito em breve”. O presidente Donald Trump afirmou que a guerra pode terminar se Teerã aceitar os termos. Caso contrário, ameaçou intensificar os bombardeios. O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que analisa a proposta e responderá por meio do Paquistão. A Guarda Revolucionária disse que a segurança em Hormuz depende do fim das ameaças dos EUA. O comunicado iraniano não detalhou novos procedimentos e agradeceu a navios por seguirem regras locais. O Paquistão sediou as únicas negociações de paz até agora e segue intermediando propostas. A perspectiva de acordo derrubou os preços do petróleo. Autoridades americanas e iranianas não comentaram oficialmente. A CNBC informou que Teerã avalia uma proposta com 14 pontos. A Casa Branca espera resposta do Irã em até 48 horas, após Trump suspender a operação “Projeto Liberdade” para reabrir Hormuz.
Entre os termos, o Irã aceitaria limitar o enriquecimento nuclear, enquanto os EUA suspenderiam sanções e liberariam ativos congelados. Também está prevista a redução de restrições ao tráfego marítimo no estreito, vital para o comércio global. O texto inicial prevê o fim da guerra e um prazo de 30 dias para um acordo mais detalhado. Nesse período, haveria redução gradual de bloqueios e restrições de ambos os lados. Caso as negociações fracassem, os EUA podem retomar o bloqueio ou ações militares. A operação americana anterior não conseguiu normalizar o tráfego e gerou novos ataques iranianos. Um navio da CMA CGM foi atingido no estreito, deixando feridos. A França afirmou não ser alvo direto do ataque. O Irã defende um acordo “justo e abrangente”, enquanto mantém pressão na região. O estreito de Hormuz está quase fechado desde fevereiro, após o início da guerra envolvendo EUA e Israel. Desde então, ataques a navios e alvos regionais aumentaram, ampliando a instabilidade.
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