O J.P. Morgan Chase ofereceu neste ano um acordo a um ex-funcionário para evitar um processo por discriminação e assédio, segundo representantes do banco e o advogado do autor da ação. O banco teria oferecido US$ 1 milhão para que o homem retirasse as acusações, mas não houve acordo entre as partes, segundo fontes ligadas às negociações. O processo foi protocolado na semana passada no Tribunal Supremo do Estado de Nova York e relata que o banco permitiu que uma executiva realizasse investidas sexuais e comentários de cunho racial contra um funcionário de origem sul-asiática. O autor entrou na Justiça sob o pseudônimo John Doe, mas foi identificado por fontes como Chirayu Rana, ex-vice-presidente de uma equipe responsável por financiamentos a empresas de baixa classificação de crédito. Na ação, Rana acusa a diretora-executiva Lorna Hajdini de ameaçar seu emprego caso ele rejeitasse avanços sexuais e de fazer provocações ofensivas. O processo também afirma que executivos do banco tentaram dificultar sua recolocação profissional após sua saída, em outubro passado. O caso ganhou repercussão dentro e fora de Wall Street. O site TMZ publicou três reportagens sobre o tema, enquanto o New York Post divulgou nove matérias.
Os advogados de Hajdini classificaram as acusações como falsas e “inteiramente fabricadas”. Já o porta-voz do banco, Brian Marchiony, afirmou que o J.P. Morgan investigou as denúncias e concluiu que elas não tinham fundamento. Segundo o banco, o ex-funcionário se recusou a colaborar com a investigação interna. Marchiony afirmou ainda que a tentativa de acordo buscava evitar custos e desgaste reputacional às partes. O advogado do autor, Daniel Kaiser, rebateu a versão do banco e disse nunca ter visto uma empresa oferecer uma quantia tão alta em um caso que considerasse sem mérito. O valor da proposta foi revelado anteriormente pelo Wall Street Journal.
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