Desde o último sábado (3), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a ser alvo de forte pressão política e jurídica após celebrar a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela e sugerir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse sequestrado por forças estrangeiras, a exemplo do que ocorreu com Nicolás Maduro. As declarações geraram pedidos de investigação, cassação e prisão do parlamentar. Até o momento, Nikolas é alvo de ao menos cinco representações encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF). Nas redes sociais, o deputado comemorou a ação considerada ilegal e compartilhou uma montagem em que Lula aparece sendo preso por militares norte-americanos, acompanhada da expressão “Ó Deus”. Uma das representações foi protocolada pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e pelo ex-presidente do PSOL Juliano Medeiros, que acusam Nikolas de atentar contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito, crimes previstos no Código Penal, com penas de até 12 anos de prisão.
Segundo o documento, o parlamentar teria incentivado ingerência estrangeira contra o Brasil, o que também caracterizaria quebra de decoro parlamentar, podendo resultar na cassação do mandato. Em outra frente, o deputado Reimont (PT-RJ) solicitou ao MPF a prisão em flagrante de Nikolas e o bloqueio de suas redes sociais. Já os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionaram a Polícia Federal, incluindo também Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, acusados de estimular intervenção militar estrangeira e ameaçar a soberania nacional.
Nenhum comentário:
Postar um comentário