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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

MAIS DE TRÊS MIL MORTOS EM TEERÃ

Irã amplia repressão, mortes podem chegar a 3 mil e Trump promete ajuda a  manifestantes - EstadãoCom a internet bloqueada, seguem escassas as informações confiáveis sobre a nova onda de protestos no Irã. A maior parte dos dados vem de ONGs no exterior, como Hrana e Iran Human Rights. Segundo a IHR, o último balanço aponta 3.428 mortes decorrentes da repressão. A Folha ouviu uma pessoa no Irã que relatou violência em grande escala em Teerã. De acordo com o testemunho, mais de 4.000 pessoas teriam sido mortas na capital. A estimativa baseia-se no número de corpos vistos no Centro Médico-Forense de Kahrizak. Kahrizak é um dos locais para onde famílias vão em busca de parentes desaparecidos. Segundo o relato, corpos chegam em caminhões e são acumulados no local. A testemunha afirma ter visto milhares de cadáveres durante a busca por um familiar. Ela considera inverossímeis os números divulgados publicamente pela imprensa. Relata que muitos corpos estão armazenados em armazéns da região. O bloqueio quase total da internet e o risco de retaliações limitam a atuação da mídia.

A apuração depende de contatos protegidos e checagens indiretas. Os protestos começaram em 28 de dezembro, motivados pelo custo de vida e inflação. As noites mais violentas teriam ocorrido entre 8 e 10 de janeiro. Desde então, segundo o depoimento, Teerã vive clima de medo e silêncio. Kahrizak não seria o único destino dos corpos recolhidos na capital. Outras cidades, como Mashhad, Isfahan e Shiraz, não entram na contagem. O testemunho indica que mortos também são levados ao cemitério Behesht-e Zahra. Em alguns casos, os enterros ocorreriam sem identificação ou cerimônia. A data da visita a Kahrizak não foi divulgada por razões de segurança. O relato é considerado consistente com outras informações disponíveis. Há décadas, famílias recorrem a Kahrizak após protestos no país. A comunicação segue sob forte controle estatal. Detidos estariam sendo acusados de crimes que podem levar à pena de morte. 

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