Marcada pelo uso intensivo de drones e pelo atrito contínuo na linha de frente, a guerra da Rússia contra a Ucrânia tem sido tão letal para soldados quanto a Segunda Guerra Mundial foi para os combatentes soviéticos entre 1941 e 1945. Estudo do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), de Washington, estima até 1,8 milhão de baixas militares entre fevereiro de 2022 e o fim de 2025, incluindo cerca de 465 mil mortos. A proporção entre mortos e feridos evidencia a gravidade do conflito. Em guerras modernas, a média é de um morto para cada 7 a 10 feridos. Na Ucrânia, porém, a taxa é muito pior: 1 para 2,7 no caso russo e 1 para 3,28 no ucraniano, números semelhantes aos da era Stálin. A Rússia teria acumulado até 325 mil mortos e 875 mil feridos, com crescimento constante das perdas: 99,6 mil em 2022 e 415,6 mil em 2025, quase 1.200 baixas por dia no último ano.
Na Ucrânia, o CSIS estima entre 100 mil e 140 mil mortos e cerca de 460 mil feridos. O impacto militar é profundo: as mortes russas equivalem a 25% de seu efetivo atual, enquanto a Ucrânia perdeu cerca de 17,5% de suas forças. Nem Moscou nem Kiev divulgam dados transparentes. O Kremlin rejeitou o estudo, sem apresentar números próprios. Segundo o CSIS, a guerra já causou à Rússia cinco vezes mais baixas do que todos os seus conflitos desde 1945. Ainda assim, os ganhos territoriais russos desde 2024 somam apenas 1,5%, evidenciando a futilidade da guerra de atrito.
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