O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apontou indícios de crime de omissão de socorro no caso de Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, que ficou cinco dias desaparecido após se perder na trilha do Pico Paraná, no início do ano. A manifestação foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul e diverge da conclusão da Polícia Civil, que arquivou o inquérito por não identificar crime. Segundo o MP, a jovem Thayane Smith, que acompanhava Roberto na trilha, o deixou para trás mesmo percebendo que ele estava em situação de risco. O órgão afirma que ela não auxiliou nas buscas e agiu visando apenas ao próprio bem-estar. O MP sustenta que houve dolo, já que Thayane sabia que Roberto estava debilitado, havia vomitado, tinha dificuldade para caminhar e enfrentava condições adversas, como frio, chuva e neblina.
Diante disso, a Promotoria propôs transação penal no Juizado Especial Criminal. A proposta inclui pagamento de três salários mínimos a Roberto, R$ 8.105 ao Corpo de Bombeiros e prestação de serviços comunitários por três meses. A Polícia Civil, por sua vez, concluiu que Roberto passou mal apenas na subida e que, na descida, estava bem, tendo se perdido ao pegar uma trilha errada. Roberto iniciou a trilha em 31 de dezembro, perdeu-se no dia 1º de janeiro e só conseguiu ajuda no dia 5, após caminhar cerca de 20 km até uma fazenda em Antonina. Ele foi hospitalizado, recebeu alta e voltou para casa no dia 6.
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