Cerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou desapareceram desde fevereiro de 2022, segundo relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), divulgado na quarta, 28. É o maior número de baixas em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial. O documento estima as perdas ucranianas entre 500 mil e 600 mil no mesmo período. Para o CSIS, a Rússia paga um preço extraordinário por ganhos mínimos no campo de batalha. Desde 2022, Moscou acumula quase 1,2 milhão de baixas, mais do que qualquer grande potência no pós-guerra. Mantido o ritmo atual, as perdas combinadas podem chegar a 2 milhões até a primavera de 2026. Em comparação, os EUA perderam 54.487 soldados na Guerra da Coreia. Na Guerra do Vietnã, foram 47.434 mortes. Na Guerra do Golfo, 149. Em operações no Afeganistão, 2.465. No Iraque, 4.432. Somadas, as baixas de Rússia e Ucrânia superam em cinco vezes as guerras russas e soviéticas desde 1945.O relatório também contesta a ideia de que a Rússia esteja perto da vitória. O avanço lento em múltiplas ofensivas evidencia o caráter desgastante do conflito. Romper defesas fortificadas tem se mostrado difícil para as forças russas. Kiev emprega defesa em profundidade com trincheiras, obstáculos, minas, drones e artilharia. Isso tem limitado ganhos territoriais expressivos. Segundo o CSIS, a Rússia tomou cerca de 75 mil km² desde 2022. Hoje controla cerca de 120 mil km², aproximadamente 20% da Ucrânia. A área é semelhante ao tamanho do estado da Pensilvânia. Ainda assim, os resultados ficam aquém do objetivo de conquistar militarmente o país. Paralelamente, Moscou mantém a ofensiva aérea. Um ataque de drone atingiu um trem civil no nordeste da Ucrânia na terça, 28. Ao menos cinco pessoas morreram, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Ele classificou o episódio como ato de terrorismo.
O ataque reforça a escalada de violência contra alvos civis. E evidencia os custos humanos contínuos da guerra.
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