O presidente do STF, ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília na noite de segunda-feira (19/1). A decisão, segundo interlocutores, ocorreu porque “o momento exige” sua presença diante do desgaste à imagem da Corte no caso Banco Master. O objetivo de Fachin é administrar a crise institucional gerada pela condução do inquérito sob relatoria do ministro Dias Toffoli. O episódio colocou o STF em atrito com a Polícia Federal e a PGR, após decisões consideradas atípicas por integrantes do meio jurídico. Durante o recesso, Fachin havia transferido a presidência interina ao vice-presidente Alexandre de Moraes. Nesta terça-feira, Fachin cumpre agenda em São Luís (MA), onde se reúne com o ministro Flávio Dino. O encontro foi mantido apesar do recesso por motivo pessoal e institucional, já que o filho de Dino passará por cirurgia.Nos bastidores, cresce a pressão sobre Toffoli na PGR. O procurador-geral Paulo Gonet recebeu ao menos quatro representações de parlamentares pedindo a suspeição do ministro no caso. Em 26 anos, porém, o STF nunca afastou um de seus integrantes nessas condições. A presidência da Corte acompanha com preocupação a centralização das investigações e o alto grau de sigilo imposto. A tensão ganhou dimensão pública após nota da ADPF, que apontou suposta afronta às prerrogativas da Polícia Federal e risco ao andamento e ao resultado das investigações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário