A repressão à imigração em Minneapolis expôs divisões profundas entre líderes cristãos nos EUA sobre como responder às ações cada vez mais agressivas do ICE, intensificadas pelo governo Donald Trump e associadas à morte de dois cidadãos americanos durante abordagens. Bispos episcopais em Minnesota e New Hampshire orientaram fiéis a estarem preparados até para o sacrifício físico em defesa dos vulneráveis. Clero e líderes civis participaram de uma greve geral contra o ICE, após a qual Alex Pretti, 37, foi morto por agentes federais. Grupos progressistas religiosos comparam o momento às lutas pelos direitos civis dos anos 1960, enquanto conservadores reagiram com indignação a um protesto anti-ICE realizado dentro de uma igreja batista em St. Paul. O Departamento de Justiça abriu investigação, e três manifestantes foram presos. Líderes batistas condenaram o ato, afirmando que nenhuma causa justifica profanar um espaço sagrado. Já ativistas religiosos dizem que se omitir diante das ações do ICE trai os princípios cristãos.
A operação federal já prendeu mais de 3 mil pessoas nas “cidades gêmeas”, aprofundando tensões entre o dever cristão de proteger os vulneráveis e o apoio conservador às forças de segurança. Pesquisas indicam rejeição crescente às deportações indiscriminadas. Bispos episcopais defenderam resistência não violenta, inspirada no Novo Testamento, como marchas, apoio humanitário e pressão política. Líderes conservadores preferem ajuda pastoral direta, sem confrontar a autoridade policial. O debate sobre o papel das igrejas segue acirrado, refletindo divisões religiosas e políticas mais amplas nos Estados Unidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário