O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu ao menos duas representações de parlamentares pedindo que proponha ao STF a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura fraudes no Banco Master. O Estadão revelou que Gonet aguardava provocação externa para se manifestar. Na quarta-feira (14), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) acionou a PGR alegando possíveis conflitos de interesse do ministro. No mesmo dia, o jornal informou que irmãos de Toffoli cederam participação milionária no resort Tayayá a fundo ligado à Reag Investimentos, investigada no caso. Girão afirmou que vínculos familiares do ministro com pessoas ligadas ao escândalo levantam dúvidas sobre imparcialidade. Ele também citou decisão de Toffoli que determinou envio de provas lacradas ao STF, impedindo análise inicial da PF. Outros parlamentares também questionam a atuação do ministro.
Em dezembro, os deputados Carolina de Toni, Carlos Jordy e Adriana Ventura pediram a Gonet a arguição de impedimento e suspeição. Eles citaram viagem de Toffoli em voo particular com empresário e advogado do Banco Master. Segundo os deputados, há relação de proximidade pessoal com parte beneficiada por decisões do ministro. O pedido foi feito dentro do prazo legal previsto no CPC e no regimento do STF. À época, ainda não havia tantos indícios de vínculos indiretos. Posteriormente, o Estadão revelou que fundo ligado a cunhado de banqueiro do Master adquiriu parte do resort dos irmãos de Toffoli. O caso aumentou a pressão para que o ministro se declare impedido. A lei prevê hipóteses de suspeição e impedimento quando há vínculos pessoais ou interesse no processo. A PGR pode alegar relação do ministro com investigados ou enquadramento legal. Mesmo após cinco dias do primeiro pedido, Gonet ainda não se manifestou.
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