A Casa Branca anunciou ontem, 16, a criação do Conselho da Paz, órgão presidido por Donald Trump para supervisionar um governo tecnocrático na Faixa de Gaza. A medida faz parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que prevê a saída do grupo do governo do território e seu eventual desarmamento, ainda incerto. Integram o conselho o secretário de Estado Marco Rubio; o ex-premiê britânico Tony Blair; os enviados de Trump Steve Witkoff e Jared Kushner; o bilionário Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e o assessor Robert Gabriel. A maioria dos integrantes tem perfil empresarial ou financeiro, refletindo a visão de Trump de transformar Gaza em um polo de investimentos, turismo e mercado imobiliário. O Conselho da Paz ficará acima do Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG), liderado por Ali Shaath, ex-ministro da Autoridade Palestina, responsável pela reconstrução do território.Segundo a Casa Branca, Shaath coordenará a restauração de serviços públicos e instituições civis para estabilizar a vida da população. Com a iniciativa, Trump cumpre promessa feita em fevereiro de 2025, quando afirmou que os EUA assumiriam o controle de Gaza, declaração depois parcialmente recuada. Agora, Washington terá controle administrativo e militar do território. O plano de paz, aceito por Israel e Hamas e aprovado pela ONU, prevê ainda uma força militar de estabilização liderada pelo general americano Jasper Jeffers, com participação de países árabes. O Hamas afirma que só se desarmará com a criação de um Estado palestino, hipótese rejeitada pelo premiê israelense Binyamin Netanyahu. Apesar da trégua, Israel mantém controle de áreas de Gaza e bombardeios continuam; segundo autoridades locais, 449 palestinos morreram desde o início do cessar-fogo.
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