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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

COMPLICA SITUAÇÃO DO MINISTRO TOFFOLI

nikolasferreiradm fala sobre os escândalos recentes de Dias Toffoli e pede  o impedimento do ministro. Confira no vídeo!Investigadores ouvidos avaliam que a situação do ministro do STF Dias Toffoli é insustentável e tende a se agravar. Relator do caso Master desde dezembro, quando levou ao Supremo investigações sobre supostas fraudes do banco de Daniel Vorcaro, Toffoli passou a causar estranheza por decisões tomadas no processo. Entre elas, a ordem para que material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero fosse enviado ao STF, e não à Polícia Federal. Na última semana, veio à tona que fundos ligados ao Banco Master compraram a participação de irmãos do ministro no Resort Tayayá, no Paraná. A transação foi revelada pelo Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. Segundo investigadores, não há um ponto de virada capaz de encerrar a crise, apenas uma sucessão de desdobramentos que independem das decisões de Toffoli. O problema é estrutural: há frentes da investigação fora do controle do relator e do próprio Supremo. Em São Paulo, apurações sobre fundos e estruturas financeiras seguem em andamento e podem gerar novos fatos. Esse diagnóstico já foi levado à maioria dos ministros do STF.

Investigadores alertaram para o risco de o caso “arrastar o tribunal para a lama”, transformando um problema individual em crise institucional. Nos bastidores da Corte, cresce a avaliação de que o caso é complexo demais para permanecer no Supremo. Uma ala defende que o processo desça à primeira instância, saída considerada tecnicamente segura e menos traumática. A alternativa retiraria Toffoli do centro do caso e reduziria a pressão sobre o STF, embora não seja vista como honrosa. Ministros não acreditam que Toffoli aceitaria se afastar voluntariamente. Internamente, há críticas pela falta de articulação institucional para conter a crise. O Supremo passou a ser antecipadamente inserido no debate político e eleitoral. A avaliação é que manter o caso no STF amplia o desgaste e o risco de o tribunal ser visto como juiz em causa própria. Para investigadores e ministros, a crise não tem prazo para acabar, apenas a chance de ser contida antes de atingir toda a Corte. 

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