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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

"DAVOS VIRA O CENTRO DO MUNDO"

Broadcast | Agência Estado | LinkedInAlém da neve e do frio, a Groenlândia pouco tem em comum com os Alpes suíços. Ainda assim, o futuro da ilha domina o Fórum Econômico Mundial, em Davos. A ameaça de Donald Trump à Groenlândia surge em momento calculado, durante o encontro. Trump gosta de Davos, apesar da desconfiança de sua base eleitoral. No ano passado, falou por vídeo após a posse, diante de executivos europeus perplexos. Citou ambições territoriais e pressionou empresas a produzir nos EUA ou pagar tarifas. Agora, ele comparece pessoalmente, em meio à perplexidade global, sobretudo europeia. Será o maior Davos já realizado, marcado por suas políticas disruptivas. Trump chega como “disruptor-chefe”, pressionado por líderes e empresários. Sua tentativa de coagir a Europa a vender a Groenlândia será alvo de críticas. O tema oficial é “espírito de diálogo”, apesar do choque com a postura americana.

Entre líderes e executivos, Davos vira o centro do mundo — e um cenário estranho. O fórum é malvisto por aliados do movimento MAGA nos EUA. Ainda assim, empresas americanas montaram a simbólica “Casa dos EUA”. Com debates sobre soberania e fronteiras, o clima lembra grandes cúpulas históricas. Estarão presentes líderes do G7, Zelensky e dezenas de chefes de Estado. Trump chega com ministros, assessores e CEOs como Jensen Huang e Satya Nadella. Mas sua agenda territorial não deve agradar ao público europeu. Quem ganha espaço é o canadense Mark Carney, defensor do multilateralismo. A China também marca presença, projetando-se como potência estável e ascendente. Davos já antecipou tendências tecnológicas antes — e pode fazê-lo de novo. Criticado por muitos, o fórum segue sendo um palco onde o futuro se revela. 

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