Documentos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA citam uma denúncia de abuso sexual, forçando uma menor de idade para fazer sexo oral, envolvendo o presidente Donald Trump. Segundo os arquivos, o suposto crime teria ocorrido há mais de 30 anos em Nova Jersey. Trump não se manifestou. A denúncia foi feita por uma pessoa que se identificou como amiga da suposta vítima, e o caso teria sido encaminhado para avaliação em Washington. Os documentos não informam quando a acusação foi registrada nem se houve investigação posterior. O mesmo conjunto de documentos inclui outras acusações consideradas sem credibilidade pelo departamento, como relatos de supostos esquemas de tráfico sexual envolvendo Trump, Jeffrey Epstein e outras figuras públicas nos anos 1990.
Há ainda depoimentos que não puderam ser verificados. Trump não foi formalmente acusado no caso Epstein e afirma não ter conhecimento dos crimes do financista. O vice-secretário de Justiça, Todd Blanche, disse que parte dos milhões de arquivos divulgados pode conter alegações falsas e sensacionalistas. A divulgação faz parte de uma lei que determina a liberação de todos os registros relacionados a Epstein até dezembro de 2025. Epstein foi encontrado morto em sua cela em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual, e o caso segue tendo impacto político para Trump.



CERTIDÃO COM NOMES DE DOIS PAIS
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu no STF a suspensão imediata da lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades. Segundo ele, a norma encerra abruptamente políticas afirmativas sem avaliação de seus efeitos e viola a Constituição. O posicionamento foi apresentado em ADI relatada pelo ministro Gilmar Mendes. Gonet afirmou que há jurisprudência consolidada do STF reconhecendo a constitucionalidade das ações afirmativas raciais. A interrupção sem análise prévia afronta a igualdade material, a vedação ao retrocesso social e o combate ao racismo. A lei catarinense proíbe cotas raciais, vagas suplementares e ações afirmativas em universidades públicas ou financiadas com recursos públicos. Permite apenas reservas para pessoas com deficiência, critérios econômicos e egressos da rede pública estadual. A legislação prevê sanções como multa de R$ 100 mil, nulidade de certames, corte de repasses e responsabilização de gestores.
Pela primeira vez, as Forças Armadas de Israel reconheceram que ao menos 70 mil palestinos morreram na guerra na Faixa de Gaza, confirmando números do Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. Segundo o órgão, 71.667 pessoas morreram desde o início do conflito, em outubro de 2023, encerrado com um cessar-fogo em outubro de 2025. Antes disso, Israel questionava os dados e afirmava apenas ter matado cerca de 22 mil combatentes do Hamas. A ONU considera os números do Ministério geralmente confiáveis, embora estudos independentes apresentem divergências: um, da Universidade de Londres, estimou até 75 mil mortos, enquanto outro, da Austrália, afirmou que os dados estariam inflados.