O presidente Javier Milei abriu as sessões do Congresso ontem, 1º, em tom combativo. Comemorou a aprovação da reforma trabalhista e a redução da idade de responsabilidade penal. Interrompeu o discurso diversas vezes para discutir com parlamentares da oposição. Chamou peronistas de “bandidos” e “ladrões” e disse que a justiça social é “um roubo”. Provocou ao afirmar que também é presidente dos opositores “ainda que não gostem”. Rebateu acusações de corrupção e críticas ao impacto social de seu programa econômico. Milei celebrou o primeiro orçamento sem déficit fiscal em cem anos. Afirmou ter encerrado o “endividamento moral” e a emissão de moeda que, segundo ele, alimentava a inflação. Também ironizou denúncias envolvendo sua irmã, Karina Milei. Citou a ex-presidente Cristina Kirchner, hoje em prisão domiciliar, ao atacar o peronismo. Mencionou casos judiciais como Cuadernos, Vialidad e o memorando com o Irã. Disse que os opositores seguem mentindo à população.Criticou o fato de o Brasil triplicar a produção de soja com sementes argentinas. Defendeu incentivos a pequenos e médios produtores do agronegócio. Alfinetou a vice-presidente Victoria Villarruel ao falar de aliados ambiciosos. Agradeceu ao ministro da Economia, Luis Caputo, pelos cortes de gastos e queda na emissão de pesos. Disse que empresários e políticos corruptos são cúmplices quando há privilégios. Milei destacou apoio do governo de Donald Trump para evitar crise cambial antes das eleições. Afirmou que a economia está se recuperando, sem citar perda de empregos. Anunciou avanços nas privatizações previstas na Lei de Bases. Elogiou o ministro Federico Sturzenegger por mais de 14 mil desregulamentações. Após a reforma trabalhista, o governo planeja mudanças tributárias e previdenciárias. Milei defende reduzir impostos e formalizar o mercado de trabalho. A reforma da previdência pode ficar para depois das eleições de 2027.
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