O relatório da sindicância interna do STJ concluiu pela abertura de processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, investigado por suspeitas de importunação sexual. O documento foi enviado aos ministros ontem, 10. A decisão sobre abertura ou arquivamento será tomada na terça (14). Buzzi nega as acusações. Sua defesa afirma que ele não cometeu ato impróprio. Diz ainda confiar no arquivamento após análise das provas. A defesa não respondeu novo contato da reportagem. A comissão recomendou preservar imagens dos corredores do 7º andar. O local abriga o gabinete do ministro. Uma das denúncias é de uma ex-funcionária. O relatório rejeita pedidos de nulidade da defesa. Também sugere manter o afastamento de Buzzi. E recomenda envio do caso ao CNJ. Um magistrado afirmou que há indícios suficientes. Classificou o caso como “vergonha” para o tribunal.
A sindicância propõe nova comissão para o PAD. A medida busca evitar nulidades futuras. O processo seguirá lógica semelhante ao juiz das garantias. A investigação foi conduzida por três ministros. Francisco Falcão presidiu o grupo. Os ministros receberam também memoriais das partes. Buzzi foi afastado em fevereiro. Ele pediu licença por 90 dias para tratamento psiquiátrico. Há duas denúncias contra o ministro. Uma envolve a filha de amigos, em Santa Catarina. A outra é de uma funcionária terceirizada. Ela relata assédios ao longo de três anos. Nos bastidores, o cenário é desfavorável a Buzzi. Ministros veem o caso como sem precedentes. Se aberto o PAD, ele terá direito à defesa. A decisão final poderá levar à aposentadoria compulsória.
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