Segundo comunicado, os EUA têm os mercados mais líquidos do mundo. A assembleia geral de novembro discutirá a mudança, vista como possível sinal de transferência de sede principal. Em julho, a AstraZeneca já havia anunciado US$ 50 bilhões até 2030 nos EUA, reforçando os temores no Reino Unido de esvaziamento da Bolsa de Londres. Medicamentos contra diabetes estão entre os mais afetados pela tarifa. Se não houver produção em solo americano, os custos de importação podem dobrar. Outros setores também foram atingidos: caminhões pesados (25%), móveis de cozinha e banheiro (50%) e móveis estofados (30%). No Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avaliou que os impactos recaem mais sobre exportadores de equipamentos médicos e insumos de saúde bucal. Ele afirmou que o governo articula apoio via BNDES e MDIC para proteger empregos e abrir mercados. Padilha classificou as medidas como “bravatas” de Trump, dizendo que o Brasil não fará retaliações precipitadas nem quebrará patentes. O ministro destacou, porém, que a rede privada pode ser afetada por aumento de preços e menor acesso a medicamentos e insumos hospitalares.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2025
OUTRA DE TRUMP: 100% SOBRE MEDICAMENTOS
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/10/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Netanyahu elogia a interceptação de flotilha com brasileiros
Ativistas brasileiros estão entre os ocupantes da flotilha que levava ajuda humanitária à Gaza
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Com uma fábrica ilegal interditada a cada cinco dias, venda de bebida falsificada explode no país
Entre 2020 e 2024, a quantidade de fábricas clandestinas interditadas por autoridades no país saltou de 12 para 80
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Advogado de elite morto em SP deve ter sido vítima de latrocínio, segundo investigação
Imagens de câmeras de segurança mostram que homem e mulher tentaram pegar o celular de Luiz Fernando Pacheco, que reage O rapaz então dá um soco e uma cotovelada nele, e depois um golpe de judô
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Jerônimo assina contrato de empréstimo para obras em rodovias da Bahia
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) formalizou nesta semana a contratação de um empréstimo de 150 milhões de dólares
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Anvisa aciona autoridades internacionais para garantir antídoto para intoxicação por metanol
Fomepizol age bloqueando a transformação da substância em metabólitos tóxicos
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Com três juízes em mandato ultrapassado, PSD evita falar em nomeações para o TC
MILITARES NOS EUA: MAGRO, SEM BARBA, BIGODES SÓ BEM APARADOS
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
RADAR JUDICIAL
A Uber responde a 21 mil ações na Justiça do Trabalho que pedem vínculo empregatício, informou a advogada Ana Carolina Caputo Bastos no STF. A sessão de 1º de outubro, presidida por Edson Fachin, foi dedicada às sustentações orais; a data dos votos será marcada depois. O julgamento tem repercussão geral, afetando todos os processos semelhantes. Segundo a advogada, a Uber tem quase 2 milhões de motoristas cadastrados, que trabalham em média 21 horas semanais, com rendimento de R$ 19 a R$ 27 por hora, três a quatro vezes o salário mínimo. Ela afirmou que há uma “parceria comercial”, que deve ser analisada pela Justiça comum, e não pela trabalhista. O advogado da Rappi, Márcio Vitral Amaro, sustentou que não há vínculo, pois falta o requisito da subordinação. Já advogados de trabalhadores e sindicatos alegam que existe “subordinação algorítmica”, pois o aplicativo controla e fiscaliza os motoristas. Para Mauro de Azevedo Menezes, o art. 6º da CLT permite reconhecer essa subordinação tecnológica, válida como relação de emprego.
COLÔMBIA EXPULSA DIPLOMATAS DE ISRAEL
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expulsou ontem, 1º, a delegação diplomática de Israel em Bogotá, após a interceptação de uma flotilha com ajuda humanitária rumo a Gaza. Petro já havia rompido relações com Israel em 2024, transformando a embaixada em consulado com 40 funcionários, entre eles quatro diplomatas israelenses. O mandatário classificou a detenção da flotilha como “crime internacional” de Benjamin Netanyahu e disse que há duas colombianas presas. O governo exigiu a libertação imediata e condenou violações de direitos de cidadãos no exterior. Israel informou que deteve barcos que seguiam para Gaza, mas negou incidentes. Petro, crítico de Netanyahu, o chama de “genocida” e acusa Donald Trump de ser cúmplice. Na semana passada, participou de protesto pró-palestino em Nova York e instou o Exército dos EUA a desobedecer a Trump. Washington considerou as falas “imprudentes e incendiárias” e cancelou seu visto. O último embaixador israelense em Bogotá acusava Petro de antissemitismo. O presidente colombiano também suspendeu a compra de armas de Israel. Na segunda-feira, encerrou o Tratado de Livre Comércio firmado em 2020 com o país.
Foz do Iguaçu, 2 de outubro de 2025.
TRIBUNAL CONDENA À MORTE 11 MEMBROS DA MESMA FAMÍLIA
A GUERRA ENTRE ISRAEL E HAMAS PODE ACABAR
O conselho seria liderado por Trump e incluiria Tony Blair. Gaza seria administrada por um comitê palestino tecnocrático e apolítico. Segundo Trump, Netanyahu concordou com a proposta. O Hamas ainda não deu resposta oficial, mas membros indicaram discordância sobre desarmamento e retirada de Israel. Netanyahu afirmou que tropas israelenses permaneceriam na maior parte de Gaza no início da implementação. Trump deu ao Hamas “três a quatro dias” para aceitar o plano, advertindo que, em caso de recusa, Israel terá seu apoio total para destruir o grupo.
UNICAMP ROMPE ACORDO COM TECHNION
TRUMP PERSEGUIU UNIVERSIDADES
SANÇÕES ESTRANGEIRAS CONTRA AUTORIDADES BRASILEIRAS
DÍVIDA PRESCRITA
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Mario Sergio Conti
Nunca a Palestina teve tantos defensores e a repulsa a Israel foi tão grande
- Na Cisjordânia, mais de mil palestinos foram mortos desde o 7 de outubro
- A ministra israelense de Assuntos Femininos se diz 'orgulhosa' das ruínas em Gaza
- Na Cisjordânia, mais de mil palestinos foram mortos desde o 7 de outubro
- A ministra israelense de Assuntos Femininos se diz 'orgulhosa' das ruínas em Gaza
A fúria israelense não arrefece. Quase dois anos depois de iniciada, a tempestade de bombas continua a abater Gaza, agora segundada por rajadas de balas na fila dos que mendigam comida. Israel tem uma ideia fixa: acabar com a chance —a ideia, o sonho— de haver, mesmo em mil anos, a Palestina.
A justificativa para o morticínio é sumária: Tel Aviv tem direito de se defender, precaver-se de assaltos como o de 7 de outubro de 2023, quando 1.200 foram mortos. Tal direito se traduz em dizimar o Hamas e fazer de Gaza terra arrasada.
Há mais motivos para a razia. Um deles, pouco falado, mas nada desprezível, é a vingança. Ela é exercida com frieza e afinco sobre os palestinos como um todo, não apenas sobre os terroristas. Tanto que o Exército caiu matando sobre a Cisjordânia, administrada por um inimigo visceral do Hamas, a Autoridade Palestina.
Ali, aumentou sobremaneira a expropriação de terras palestinas, ocupadas por 22 assentamentos ilegais. As provocações dos colonos são escancaradas. Mais de mil palestinos foram mortos desde o 7 de outubro.
Em Gaza, a vendeta se dá a ver na agressão a civis. Na escolha de hospitais e escolas como alvos. Na indução à fome de milhares, boa parte crianças. Na proibição de que entidades internacionais prestem assistência. Na disseminação de centros de tortura –denunciada pelo jornal Haaretz. Na transferência de moradores para locais distantes, gerando cortejos bíblicos de miseráveis. A crueldade é expressão da desforra.
Na retórica do governo, a vontade de punir tem algo de sádico. O ministro da Agricultura advogou uma nova Nakba, palavra que designa a "catástrofe" de 1948: a expulsão de 700 mil palestinos de seus lares. O do Patrimônio não descartou o uso de armas nucleares. A de Assuntos Femininos se disse "orgulhosa" das ruínas em Gaza, indício de que os que hoje são bebês "daqui a 80 anos contarão aos netos o que os judeus fizeram".
Assim como a salada e a vingança, a geopolítica é um prato que se come frio. À medida que a revanche se perpetuava e os potentados dos Estados Unidos e Europa lhe davam carta branca, Israel se colocava novos objetivos, tão ambiciosos quanto arrasadores: reconfigurar aquele canto do globo e manter o mando per omnia saecula saeculorum.
Para tanto, soltou seus caças em cinco países: Iêmen, Líbano, Irã, Síria e Qatar. No Líbano, explodiu pagers, implodiu o Hezbollah, o partido paramilitar, e entupiu com 80 bombas o bunker de seu líder máximo há 33 anos, o clérigo Hassan Nasrallah.
Com o pretexto de que o Irã estava prestes a ter mísseis nucleares, convenceu Donald Trump a aterrar duas centrais de enriquecimento de urânio. Numa delas, Fordow, jogou petardos de 15 toneladas. Estourou escritórios de cientistas, ministros e generais da Guarda Revolucionária Islâmica. O objetivo do raide era derrubar o regime.
Na Síria, batalhou na guerra civil pela derrota da ditadura de Bashar al-Assad, aproveitando sua queda para abocanhar parte do território e explodir a infraestrutura. E incentivou um jihadista que integrou a Al Qaeda a empalmar o poder e tornar-se presidente.
Por fim, há 20 dias, invadiu o espaço aéreo do Qatar e bombardeou bairros residenciais de Doha, capital de um país teoricamente aliado. O intuito era assassinar dirigentes do Hamas com os quais fingia negociar um cessar-fogo.
Israel agiu nesses países para se livrar de forças políticas e militares que poderiam dificultar sua expansão. São muitos os analistas a dizer que incentiva rixas étnico-religiosas. Retalhados, países outrora sólidos, como Síria e Líbano, deixariam de ser nações soberanas. Utopia delirante? Foi o que o mundo livre e iluminado, nunca assaz celebrado, fez com o Iraque.
Desde sempre, Israel ganha todas. Mal e mal, os palestinos sobrevivem —empobrecidos, humilhados, isolados, sem perspectivas, sob a administração daqueles que seus colonizadores corromperam ou terroristas. E talvez nunca a derrocada tenha sido tão funda quanto agora.
Mas, paradoxalmente, nunca a causa palestina teve tantos defensores nem foi tão grande a repulsa a Israel. A BBC avaliou que a última manifestação pró-Palestina em Londres mobilizou um milhão de pessoas. Na Itália, nesta segunda-feira (22), houve uma greve geral e 500 mil foram às ruas.
Desde os protestos contra a intervenção norte-americana no Vietnã não se via algo igual. Pressionados, até os governos de França, Reino Unido, Canadá e Portugal reconheceram a existência da Palestina.
Ela está destroçada, mas vive.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 2/10/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRSÍLIA/DF
Motta aciona Itamaraty após Israel deter deputada em flotilha para Gaza
Luizianne Lins (PT-CE) estava com outros brasileiros em barco interceptado pela Marinha de Israel ao tentar levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Imposto de Renda
Câmara aprova isenção de IR até R$ 5 mil e desconto até R$ 7,3 mil: calcule quanto vai ganhar
Ferramenta do GLOBO estima valor que trabalhador deixará de recolher ao Fisco
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Desigualdade e pobreza atingem mínima nas metrópoles; rico ganha 15,5 vezes a renda do pobre
Boletim indica melhora em 2024, mas disparidades continuam Série histórica reúne dados das regiões metropolitanas desde 2012
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Chegada dos trilhos do VLT marca avanço das obras entre Paripe e Águas Claras
Nesta primeira fase, estão programados três desembarques pelo Porto de Salvador, com descarga diária de duas carretas
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Cadeia Pública de Porto Alegre já tem aproximadamente 600 presos
Princípio de agitação em setembro foi contido e não teve desdobramentos
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Portugueses gastam mais este verão. Consumos em jogos e casinos disparam quase 300%











