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domingo, 2 de agosto de 2026

DÍVIDA PÚBLICA ATINGE 81,9% DO PIB


A poucos meses do fim do terceiro mandato do presidente Lula (PT), confirmou-se o pior cenário para a dívida pública brasileira. Em junho, a dívida bruta atingiu 81,9% do PIB, maior nível desde a pandemia, segundo o Banco Central. O percentual já havia sido projetado, há dois anos, por técnicos do Tesouro Nacional para 2026, em documentos enviados ao Congresso junto à proposta do Orçamento de 2025. A previsão indicava uma trajetória explosiva da dívida, mas foi considerada alarmista por integrantes do governo. Os números atuais mostram que a projeção era até conservadora, pois previa cumprimento das metas fiscais, o que não ocorreu. Na época, Executivo e Legislativo poderiam ter adotado medidas para conter o avanço das despesas obrigatórias, mas preferiram priorizar interesses políticos. O pacote de contenção de gastos foi reduzido pelo governo e ainda mais desidratado no Congresso, inclusive com apoio da oposição. Além disso, a economia obtida acabou abrindo espaço para novas despesas. A falta de ações elevou a desconfiança do mercado e contribuiu para juros de longo prazo entre 7% e 8% ao ano, prejudicando empresas, investimentos e a economia.

O crescimento da dívida também coloca em xeque o arcabouço fiscal. Integrantes da equipe econômica defendem reforços nas regras, mas enfrentam resistência dentro do próprio governo. Em 2023, o então secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmava que o governo evitaria que a dívida superasse 80% do PIB. O patamar foi ultrapassado, reacendendo o debate sobre a sustentabilidade das contas públicas. Embora o tema dificilmente decida a eleição, especialistas defendem que os candidatos apresentem propostas claras para controlar a dívida e garantir o equilíbrio fiscal do país. 

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