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sábado, 1 de agosto de 2026

BRASILEIROS NAS TROPAS DA GUERRA DA UCRÂNIA CONTRA RÚSSIA


A Ucrânia intensificou o recrutamento de estrangeiros para reforçar suas tropas na guerra contra a Rússia, apostando em contratos mais atrativos e salários maiores. Entre os alvos da campanha estão os brasileiros, que já figuram entre os grupos estrangeiros mais numerosos no conflito. Nas áreas controladas por Kiev é comum ouvir português, e há até uma companhia formada majoritariamente por brasileiros. Segundo o Itamaraty, 35 brasileiros morreram e 92 estão desaparecidos na guerra. Levantamentos independentes indicam mais de 100 mortes, colocando o Brasil entre os países com maior número de baixas de combatentes estrangeiros. Desde 2022, quando o presidente Volodimir Zelenski convocou voluntários internacionais, mais de 10 mil estrangeiros de cerca de 75 países ingressaram na Legião Internacional. Muitos brasileiros afirmam ter sido motivados por solidariedade, experiência militar ou pela remuneração. Os novos contratos preveem permanência mínima de seis meses, benefícios migratórios e salários que podem chegar a R$ 53 mil por mês, conforme a função e a proximidade da linha de frente. Apesar disso, veteranos alertam que poucos conseguem acumular patrimônio e destacam os riscos físicos e psicológicos da guerra.

A presença de estrangeiros é alvo de controvérsia. A Rússia considera esses combatentes mercenários, negando-lhes o status de prisioneiros de guerra. Já a Ucrânia sustenta que eles integram oficialmente suas Forças Armadas, com os mesmos direitos e deveres dos militares ucranianos, posição respaldada por especialistas em direito internacional. Além dos combates, denúncias de abusos envolvendo uma unidade composta majoritariamente por brasileiros ganharam repercussão após a morte de Bruno Gabriel Leal da Silva, em 2025. O caso segue sob investigação das autoridades ucranianas. No Brasil, não há legislação específica sobre a participação de cidadãos em conflitos estrangeiros. O Itamaraty reforça que a assistência consular em zonas de guerra é limitada e recomenda que brasileiros não se envolvam com Forças Armadas de outros países. Enquanto o conflito continua, o número de brasileiros na guerra segue crescendo, impulsionado por diferentes motivações, mas sempre sob elevado risco. 

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