Além disso, o governo de Javier Milei ampliou a abertura comercial, facilitando a entrada de veículos elétricos e híbridos importados, sobretudo da China. A Casa Rosada criou uma cota anual de 50 mil veículos com tarifa zero e flexibilizou a importação de autopeças. Com isso, a China voltou a superar o Brasil como principal fornecedor da Argentina no primeiro semestre, com US$ 7,98 bilhões em exportações, contra US$ 7,35 bilhões do Brasil. A expansão das montadoras chinesas reforça essa mudança. A BYD já ocupa a oitava posição entre as marcas mais vendidas na Argentina, com mais de 8 mil veículos comercializados em 2026, superando fabricantes tradicionais como Honda e Nissan. O governo Milei afirma que a maior abertura às importações aumenta a concorrência, reduz preços e amplia as opções para os consumidores, embora o setor argentino de autopeças enfrente maior pressão com o avanço dos produtos chineses.
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sábado, 1 de agosto de 2026
EXPORTAÇÕES PARA ARGENTINA CAEM
As exportações brasileiras para a Argentina caíram 19,4% no primeiro semestre de 2026, revertendo o crescimento registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o Brasil vendeu US$ 7,4 bilhões ao país vizinho, ante US$ 9,1 bilhões em 2025, reduzindo sua participação nas exportações brasileiras de 5,5% para 4%. Mesmo com a queda, a Argentina segue como o terceiro principal destino das vendas externas do Brasil, atrás de China e Estados Unidos. O recuo foi puxado principalmente pelo setor automotivo. As exportações de veículos de passageiros caíram 28,2%, enquanto autopeças e acessórios recuaram 28,7%. Em junho, automóveis, autopeças e veículos de carga continuaram liderando a pauta exportadora brasileira. Especialistas apontam que oscilações no comércio bilateral refletem a instabilidade da economia argentina, a demanda da indústria automobilística e as variações cambiais.
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