Pesquisar este blog

sábado, 1 de agosto de 2026

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM ARTIGOS JORNALÍSTICOS


Um estudo da The Economist analisou como identificar textos produzidos por inteligência artificial comparando artigos escritos por jornalistas com versões geradas pelos principais modelos de IA, como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok. Foram examinadas 55.940 frases e 1,2 milhão de palavras, além de comparações com textos da CNN, New York Times, Washington Post e romances publicados entre 1950 e 2022. A pesquisa concluiu que a escrita de IA apresenta padrões próprios de vocabulário, pontuação e estrutura. Os modelos tendem a usar palavras longas e abstratas, como “significativo”, “consequências”, “interdependência” e “metodologia”, além de excesso de nominalizações e termos científicos. Essa linguagem lembra a “dicção pretensiosa” criticada por George Orwell, marcada por palavras de origem latina para dar aparência de sofisticação.

Na pontuação, a crença de que IAs abusam dos travessões já não é totalmente verdadeira. Apenas o Claude mantém esse padrão; o ChatGPT passou a usar menos travessões que escritores humanos. Os LLMs também empregam menos vírgulas, ponto e vírgulas e parênteses, preferindo frases longas e poucos cortes de ritmo. Outra característica é o uso frequente de estruturas como “não X, mas Y”, “não apenas..., mas também” e a chamada “regra de três”. Apesar dessas marcas, os pesquisadores destacam que a escrita de IA evolui rapidamente e se aproxima cada vez mais da prosa humana. Por isso, detectar textos gerados por IA tende a se tornar uma tarefa cada vez mais difícil, mesmo com ferramentas especializadas.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário